CineTevê Especial: Cinema e Acervo – Planeta dos Macacos (Planet of Apes)




por Ricardo Branco

Hoje eu vou falar da giagantesca franquia “Planeta dos Macacos”. Eu sei que poucos filmes dessa série foram bons como o primeiro, mas recentemente a chama foi reacendida com o rebot. Então, vamos conversar sobre esse embate entre humanos e macacos que já dura quase 50 anos!

Tudo começou em 1968 com Planeta do Macacos, estrelado por Charlton Heston e baseado no livro homônimo (La planète des Singes, romance francês de Pierre Boulle publicado em 1963). Trata-se de uma Sci-Fi inovadora, trazendo a história de um astronauta que retorna de uma missão a Marte e pousa num planeta que acredita ser a Terra. No entanto, ao explorar o local de aterrisagem descobre uma comunidade habitada por símios inteligentes. Capturado e sem poder se comunicar com os macacos, o protagonista conhece sua sociedade e seus costumes, enquanto tenta entender onde está. O filme é uma excelente crítica aos costumes dos seres humanos, sua ganância, sua busca por poder e subjulgo dos demais seres, acreditando em sua supremacia intelectual no planeta Terra. Para os dias de hoje pode ser considerado lento, mas os diálogos interessnatíssimos e o final supreendente fazem valer a pena assistir.

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O filme foi um sucesso mundialmente conhecido, se tornou cult e gerou continuações que, sinceramente, não valem a pena assistir: De volta ao planeta dos macacos (1970); Fuga do Planeta do Macacos (1971); A conquista do planeta dos macacos (1972); e Batalha pelo planeta dos macacos (1973). Porém, este úlitmo conta a origem de tudo com o “símio zero” chamado Cesar, quem é responsável pelo desenvolvimentos dos outros macacos até o que vimos nos primeiro filme. Essa ideia serviu de inspiração para a série passar por um rebot, iniciando a nova geração da franquia no cinema.

Em 2011, com direção de Rupert Wyatt e roteiro de Amanda Silver e Rick Jaffa, temos Planeta dos Macacos – A Origem. O filme narra como Cesar (Andy Serkis) se torna tão inteligente e começa a revolução símia, acarretando na supremacia da espécie no mundo.

Uma grande mudança neste filme é que, com a revolução tecnológica dos últimos anos, os macacos deixaram de serem atores fantasiados e agora são feitos por computação gráfica através da captura de movimentos. Estou dizendo isso por conta do excelente trabalho realizado por Andy Serkis, o maior ator da atualidade nessa área, responsável também pelo Gollum/Smegol de O Senhor dos Anéis. Ele é quem “interpreta” Cesar: os movimentos, as expressões, o jeito de falar, tudo sai de Serkis… tudo o que os técnicos de computação gráfica precisam para digitalizar e dar vida ao protagonista desta história.

Falando no dia… quero dizer, macaco, ele é quem rouba a cena neste rebot, com seus dilemas e sua confusão de sentimentos. Destaque para o seu “momento êxtase” no filme: foi tão surpreendente e tão bem feito que, quando aconteceu, eu fiquei sem reação e de boca aberta!

Planeta do Macacos – A Origem é um excelente filme que muitos devem ter deixado passar devido aos antigos fiascos, mas quem de u um voto de confiança com certeza não se arrependeu. Esse é, de longe, o MELHOR filme da franquia, com destaque especial para o final em aberto; além disso, ele engatilha uma explicação para o desaparecimento da raça humana na Terra. Afinal, por mais inteligentes que o bando de símos liderados por Cesar fosse, eles não possuem a capacidade para exterminar 7 bilhões de pessoas! Então, o que aconteceu com os humanos? Só assistindo o filme para vocês saberem, pois essa eu não vou contar aqui.

A ansiedade de saber e ver a continuação desse filmasso acabou esse ano com a chegada de Planeta dos Macacos – O Confronto. Dessa vez sem James Franco, mas com Jason Clarke e Gary Oldman, e (é claro!) a volta de Andy Serkis ao papel de Cesa

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Nesse acompanhamos 10 anos após o fim do filme passado: Cesar e seus símios inteligentes se juntam a mais símios, ensinando-os coisas e vivendo em uma comunidade, ao estilo das comunidades primitivas humanas. Esse detalhe do início da civilização símia e seu contraste com a humana é ótimo! Os poucos humanos que restam vivem em quarentenas, sem muito conhecimento sobre outros sobreviventes. A necessidade humana de voltar a viver como estavam acostumados faz com que essas duas civilizações (humanas e símias) se encontrem novamente. Nem preciso dizer que elas entram em conflito, não é?

Nesse filme, Matt Reeves faz uma análise sobre a questão do que constitui a existência do indivíduo. Ao colocar as duas civilizações frente a frente, o diretor mostra como existem sentimentos controversos dentro de qualquer grupo: indivíduos bons, maus, sentimentais, preconceituosos; como existe  tudo a ignorância e o amor de ambos os lados. Porém, ao meu ver, levanta também a questão de que foram os humanos que geraram esses sentimentos ruins nos símios. Então, se os símios tem atitudes “erradas” graças aos humanos e a interação com eles, será que a culpa não é toda da humanidade no final das contas? Eu entendi que sim.

Andy Serkis está incrível como sempre. Os efeitos estão muito realistas e as cenas de ação são sempre com motivo e muitas vezes recheada de sentimentos o que deixa esses momentos muito agradáveis de ver. O roteiro é um pouco solto no início, chegando a cansar um pouco, mas depois da metade do segundo ato, engrena e deixa a gente grudado na cadeira. Não consegue ser tão legal quanto o primeiro. É mais divertido e melhor ver o desenvolvimento do Cesar, do que o confronto desse, mas é um filme tão bom quanto o seu antecessor. Novamente o final fica em aberto e prepara o terreno para o terceiro filme, que pelo jeito não vai ser tão agradável para símios e humanos (do filme), mas promete ser muito agradável para nós humanos do “lado de cá”.

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Ainda não da pra ver um fim para esse novo arco de filmes, a mesão ao filme clássico de 68 no “A Origem”, mas nesse não da nenhuma dica de pra onde vai, se irá acabar como trilogia, se não vai, se vai encaixar com o filme clássico, ou se criará a sua própria releitura ou refilmagem da história do filme clássico, quem sabe? O Certo que essa nova leva de filmes dessa franquia vem agradando como nunca agradou antes, e ainda promete muitas coisas boas, eu assim espero.

 

– Vale o tempo, Vale o Ingresso, Vale o aluguel e o Box de DVD ou Blu Ray!

– Rolando os dados: Para a franquia toda 12, se somente considerar os filmes aqui citados, sai um 16 no d20, adicionando um d6 aos dois filmes recentes que valem muito a pena.