No Cinema – Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy)




por Ricardo Branco

Em 2012, quando a Marvel anunciou pela primeira vez um filme sobre os Guardiões da Galáxia, uma equipe de super-heróis do espaço que tinha como membro um guaxinim!

Se você era fã dessa HQ (eu duvido!) que ficou por anos fora de circulação, deve ter virado a cara devido não ser a equipe original dos quadrinhos que iria estrelar na telona. E deve ter se juntado ao coro das pessoas que disseram “que bosta!”, correto? Se eu acertei em minhas previsões até agora, você deve ter ido ao cinema e… se arrependido de ter dito todas essas coisas, certo?

James Gunn dirige esse filme e traz nomes como: Chris Pratt, Zoe Saldanha, Benicio del Toro, Glenn Close, além das vozes de Vin Disel (Groot), Bradley Cooper (Rocket Raccoon), Josh Brolin (Thanos) e Rob Zombie (Un Ravageur). E dirigi muito bem um excelente roteiro.

A dificuldade aqui era montar uma equipe com 5 pessoas, cada uma com personalidade, passado e uma vontade de futuro diferentes, sendo que duas delas 100% em computação gráfica… e eles conseguem. A Gamora que fica um pouco de lado, não é tão aproveitada nos momentos e se perde um pouco, ficando “de lado” na equipe. Se a personagem tivesse mais uns 5 minutos de cena talvez corrigisse o problema, mas não faz diferença. Os outros possuem um passado e uma personalidade bem trabalhados, deixando você se importando com eles em pouco tempo. Impossível não se apaixonar pela dupla Raccoon e Groot, os melhores personagens em cena.

O roteiro é fluido, dinâmico, as cenas são bem divididas e os personagens não cansam de serem vistos em tela. Os momentos de ação, comédia e dramas são balanceados e bem colocados. Por ser o lado espacial da Marvel, o filme trabalha com uma física diferente dos personagens, sendo necessário embalar nisso e aceitar tudo que está na tela como sendo possível. Nada difícil pra quem está acostumado com super-heróis…

Os efeitos especiais estão incríveis. Destaque para os personagens “virtuais”: estão perfeitamente encaixados nas cenas, levando a crer (na maioria das vezes) que estão realmente contracenando com os atores no set. As atuações não são nada demais, mas não atrapalha em nada, afinal de contas um filme desses não está se importando muito com isso. Destaque ainda maior para a trilha sonora totalmente voltada para a fita que o Star Lorde carrega. Nessa fita temos músicas da década de 70, incríveis, e colocadas em momentos perfeitos, aumentando a diversão e imersão do filme.

Provavelmente é o filme mais divertido da Marvel, junto com Vingadores. Não cansa, diversão e ação do começo ao fim, personagens carismáticos, enredo que não é nada demais, mas coloca a gente dentro desse mundo que temos dos filmes, posicionando na cronologia Marvel nos cinemas. Tudo redondo, divertido e recheado de música boa. O segundo filme, que já havia sido confirmado antes mesmo da estreia do primeiro, tem tudo pra ser melhor ainda, se ter que ficar preso a apresentação dos personagens, pode ver eles em ação juntos, soltos, e sem enrolação, você vai sair do cinema com gostinho de quero mais, e logo terá, por sorte.

 

– Vale o ingresso, a pipoca e o refrigerante.

– Rolando os dados: O filme não é perfeito, mas é divertidíssimo, muito bem feito e um dos melhores de super-heróis Marvel, então sai um 17 no d20, mas pela aventura e diversão, acrescente um d8 e seja feliz!