Covil de Livros 19 – O Temor do Sábio

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Bem-vindos, amigos, ao Covil de Livros! E hoje, depois de dezenas de pedidos, Basso e Edu vão discutir sobre O Temor do Sábio!!! Este é o segundo livro da trilogia da Crônica do Matador do Rei, do escritor Patrick Rothfuss. O livro foi lançado em 2011 no Brasil e, desde então, os leitores aguardam ansiosamente para saber como a história irá terminar.

Para ouvir o podcast sobre o primeiro livro, vá para Covil de Livros 01 – O Nome do Vento

Um aviso: este programa ficou excepcionamente grande, mas como os podcasters gostam demais deste livro, eles pedem a vossa compreensão.

Neste episódio será discutido tudo o que se refere as aventuras dentro e fora da Universidade pelo querido Kvothe: sua busca pelo domínio do nome do vento, as conquistar com o Maer, sua caçado aos bandidos, o aprendizado da Lethani e do Ketan, seu encontro com a Feluriana e muito mais.

Para os desavisados, não se esqueçam: todo o sábio teme o mar na tormenta, a noite sem luar e a ira de um homem gentil.

 

E o CovilGeek está com uma promoção incrível que vai sortear o livro “A MÚSICA DO SILÊNCIO”!!! Para saber mais, click no imagem:

 

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ALERTA DE SPOILERS!!!

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  • Melhor livro, já li 4x. Obrigado pelo podcast o/

    • Matheus, esse é realmente um dos melhores livros que ja li(é o Edu aqui) e fazer esse podcast foi muito gratificante, e obrigado você por ouvi-lo ^^

  • Felipe Roberto

    Excelente, muito bom o Cast, na minha opinião esse é o melhor livro até
    agora, com personagens já cativantes mais explorados e com novas visões
    sobre a própria magia entre tantos outros elementos citados no cast.

    Com relação as teorias, na minha opinião tem muita coisa que pode levar o kvothe a depressão atual, mas na minha teoria e perversidade acredito que seja algo envolvendo a Auri, embora a vagabunda da Denna seja o amor dele e esteja envolvida acho que dependendo de como for é algo comum e natural nas histórias (dragonlance é assim tbm), mas a Auri é uma personagem cativante, meiga, cheia de segredos e até onde eu entendi poderosa(tendo como mania dar nome a objetos e coisas simples, isso seria o trabalho de um nomeador não?).

    Enfim muito obrigado pelo cast e pela paixão pelo livro que é transmitida, me fez lembrar de quando eu li ele.

    Continuem assim.

    • Oi Felipe, primeiro, obrigado pelo apoio, então, Será que é algo com a Auri, eu nunca tinha pensado por esse lado(Edu aqui), é bem possível, mas, você você tem alguma ideia(perversa, em suas palavras) sobre o acontecimento em si?

      • Felipe Roberto

        Desculpa a demora na resposta, fiquei surpreso ao ouvir meu nome no final do cast de Contos do Allan Poe e pior me cobrando sobre minha tese nada finalizada, muito obrigado pela consideração.

        Não tenho uma base para isso, na verdade vocês destrincharam tão bem o livro que se tivesse algo lá vocês teriam pego. Eu acredito que a morte da Auri seja o motivo da morte emotiva mais pelo fato de talvez meu coração possa estar envenenado pelos assassinatos de personagens excelentes e empolgantes do Martin ¬¬.

        Na real? não tenho base nenhuma para falar que a Auri seja o motivo, mas no resumo da obra a ligação entre ele e a Auri é algo mais puro, mais simples e forte, acredito que a Auri salve o kvothe do Chandriano ou de algum mau que possa surgir das portas de pedra se sacrificando nesse ato, afinal ela é poderosa e na Musica do silêncio temos uma pequena demonstração disso.
        Mas,
        A parte tenebrosa da minha mente diz que será o próprio kvothe que irá matar a Auri sendo forçado magicamente.
        Só acho que a morte dela seja um dos motivos mais impactantes para ele dar um basta e querer ficar recluso ainda mais se ele achar que foi por culpa dele ela morrer.

        A Denna não acho que chegue a morrer, pois o Bast não fala em um tom pesaroso quando fala que viu ela uma vez ou tenta consolar o kvothe sobre isso , ela deve ter seguido outro rumo talvez até com o Ambrose(rei ou príncipe) e o kvothe se veja no direito de tentar resgata-la e levar para o antigo mecenas dele (gerando assim uma guerra similar a de Troia) pois como vocês mesmo citaram ele desencoraja a ida de um dos jovens do vilarejo para a guerra falando que o motivo dela é algo idiota. Mas vejam não acho que seja o suficiente para deixar ele nesse estado que ele ficou no final e o próprio patrick rothfuss criou o nome do vento por estar cansado dos clássicos clichês dos livros de fantasia(e depressão pela morte da donzela amada é muito clichê).

        Seja como for espero ter conseguido explicar um pouco sobre meus achismo e obrigado pela cobrança. Estou muito ansioso para ouvir o cast sobre A Musica do Silêncio que é um livro diferente, cativante e com um ar de suspense.

        Curto muito o trabalho de vocês e gostaria de um dia quem sabe ouvir vocês falando sobre Elantris, que também é um livro com uma narrativa muito boa e um ar de mistério o livro inteiro, vale a pena conferir.

        • Humm, interessante o que vc falou sobre a Denna… realmente nao teve nenhuma reação de pesar ou mal estar quando o Bast comenta sobre ela. É bem possível que ela esteja viva ainda.
          Cara, espero sinceramente que vc esteja errado sobre a Auri. Se o Kvothe a matou, então não há chances de redenção para ele…
          E sim, vamos gravar sobre A Música do Silêncio ainda neste semestre. Estamos ansiosos para isso, mas achamos melhor esperar um pouco.

  • Ronaldo Ap. Vicente

    Excelente podcast, acho que foi o maior que eu ouvi (3 horas) mas gosto muito dos livros, valeu a pena.

    • Que bom que gostou Ronaldo, ficamos realmente receosos quanto ao tempo, e pensar que no final tava beirando 5h UHAHSUUHASHUAshSAu o Basso fez milagre na edição XD

  • 2k

    “Árvore não cria tempestade, mas qualquer idiota sabe onde o raio vai cair.”
    Manet – O Temor do Sábio, cap. 5, pág. 45.

    “O relâmpago? Bem, o relâmpago é difícil de explicar. Uma tempestade no céu. Uma ligação galvânica com duas flechas parecidas. Uma tentativa de aterrar a árvore com mais força do que qualquer para-raio. Francamente, não sei se posso reivindicar o mérito por fazer o raio cair onde e quando caiu. Mas, de acordo com as histórias, eu invoquei o relâmpago e ele veio.” Kvothe – O Temor do Sábio, cap. 93, pág. 605.

    Eu não acredito que ele tenha mesmo chamado o nome do relâmpago nem que tenha tido intervenção dos Amyr ou dos Anjos ou do Grande Taborlin. Creio que, pelo jeito que esta parte foi contada, o autor do livro (Patrick Rothfuss) estivesse imaginando-a como uma tentativa desesperada do protagonista, pois ele está com o corpo extremamente frio e quase com hipotermia.
    Pois bem, por que o raio caiu exatamente naquela árvore? Kvothe percebeu que o chefe dos bandidos, que conseguia ouvir Merten falando à uma grande distância, estava olhando para os céus. Isso talvez signifique que o tal chefe estivesse prevendo que um raio estivesse prestes a cair. Kvothe fez a tal da ligação galvânica entre as duas flechas para aterrar a árvore, o que a faz ser mais propícia à receber o raio (mesmo ela naturalmente estando no chão, por ter variados tipos de materiais, talvez ela não estivesse completamente aterrada. Isso também explica o porquê do Kvothe não ter morrido, pode-se apenas especular que o calor do raio ao atingir o conjunto árvore-flecha pode ter passado para o seu corpo, o salvando da hipotermia, mas o esforço que o mesmo fez o levou a desmaiar.

    —————

    Muito bom o podcast, desde que acabei de devorar O Nome do Vento e O Temor do Sábio, esperava encontrar uma discussão à respeito dos livros, que são sensacionais!

  • Valeu, Karim, pelo comentário! Esse é um espaço de discussão que queremos criar, então sinta-se a vontade.
    Então, você conhece o princípio da Navalha de Occam? Ele postula que diante de duas explicações igualmente possíveis para uma mesma coisa, a mais simples GERALMENTE é a correta. Essa sua explicação foi bem detalhada e muito plausível, mas eu acho que é mais simples ele ter chamado o nome do raio. Já vimos anteriormente que em momentos de desespero ele conseguiu chamar o nome do vento e até o nome da Feluriana, então não seria estranho ele ter conseguido o mesmo com o raio…

    • Karim Kalaoun

      Seria perfeitamente plausível ele ter chamado o nome do raio, se não fosse por um problema.
      Quando são narrados os momentos em que o Kvothe chama os nomes do vento e da Feluriana, PR faz questão de mostrar que ele adquire controle sobre o tal nome, mesmo que brevemente. Na situação do suposto nome do raio, nada disso acontece, pelo contrário, a narrativa se assemelha com os momentos de quando Kvothe está na universidade realizando seus projetos e explicando como a Artificiaria (e outras disciplinas) funcionam.
      À respeito do princípío da Navalha de Occam, ele na verdade postula que a teoria mais simples é a melhor, mas, ao meu ver, Kvothe ter chamado O nome do raio é um mero palpite e também um tanto preguiçoso.

  • Willian Francischini

    A quem se interessar, a pronuncia correta do nome Kvothe, dito pelo próprio Pat: http://blog.patrickrothfuss.com/2008/02/ask-author-4-how-do-i-pronounce-kvothes/

  • Shwggar

    Conheci o podcast esses dias, só escutei o do Nome do Vento e esse, e gostei bastante, apesar de eu não ter lido nenhum. Eu tenho o primeiro livro mas ainda não li, mas fiquei com muita vontade depois de ouvir vocês falando. O que eu mais gostei do podcast foi que não tem essa frescura de não contar spoiler, é muito bom ouvir as pessoas dizendo tudo que elas querem falar sobre algo que elas gostam muito e por mim podiam ter colocado as 4 horas de podcast que eu ouviria tudo, parabéns pelo otimo trabalho, que pena que não deu pra chamar a Dri, gostei bastante da participação dela no primeiro.

    • Obrigado, Shwggar. Que bom que vc gostou. Leia o Nome do Vento sim! Com certeza vc não irá se arrepender. Foi uma pena mesmo a Dri não participar, mas agora ela está pop e não tem tempo para nós, pobre mortais… kkkkkkkk! Ela está super atarefada com o canal dela, por isso não pode participar.
      Pensamos o mesmo sobre os spoilers: que graça tem de comentar se não podemos falar tudo?
      Abraços!

  • Andre Garcia

    Otimo cast

    • Que bom que gostou, André Garcia, nós agradecemos! Alguma teoria sobre “A Porta de Pedra”?

  • feiokun

    Depois de ler algumas vezes eu cria algumas teorias, uma delas é que atrás da porta de pedra no arquivo esta o sepulcro de um rei, e a auri é um princesa que foi forçada a ser enterrada com o rei, e de alguma forma escapou e por isso vive no subterrâneo, pensei nisso dps de ler a feila dizendo que tinha sonhado que atrás das portas de pedra tinha um tumulo de um rei.
    Adorei o podcast, obrigado pelo ótimo trabalho.

    • Opa, agradecemos o elogio! Cara, eu nunca havia lido uma teoria dessas. A Auri possivelmente é uma princesa, mas essa de estar “enterrada” com um rei… precisamos pensar mais sobre isso. Valeu e continue acompanhando o podcast!

  • Raquel Dias

    kkkk Adoro qdo vcs fazem leitura do livro! Quanto aos personagem femininos no gênero fantasia, existem várias, é que vcs focaram apenas no Harry e Senhor dos Anéis, mas vejamos Game of Thrones, por exemplo, Daenerys, Arya, a menina da ilha de ferro, a Cersei, com exceção da Sansa ninguém está esperando ser salva ou aguardando o principe no cavalo branco… Em Eragon, a elfa Arya, em Roda dos Tempo (estou lendo) as Aes Sedai são mulheres com poderes fortíssimos, a Sabedoria só poderia ser aprendida por mulheres, pois os homens enlouquecem. Eu leio ainda, a coleção O anel do feiticeiro, escrita pela Morgan Rice, então, existem muitas mulheres lendo, escrevendo e participando aguerridamente no gênero fantasia, meninos!

    • Olá, Raquel!
      Sim, vc tem razão sobre as mulheres fortes nos livros de fantasia. O que chamamos a atenção é que nos livros do Patrick o “feminino” parece ter um destaque maior: não só existem mulheres fortes em suas obras como o respeito às mulheres é fortemente difundido pelos personagens, inclusive os masculinos. Por exemplo: o principal argumento de o quanto o Ambrose é um babaca-maldito-que-deve-morrer é fato de como ele trata as mulheres, muitas vezes beirando o estupro; o pai do Kvothe fala que “sempre deve chamar uma ‘prostituta’ de ‘dama’, afinal a vida delas já é bem difícil sem esse rótulo”; na noite que eles decidem invadir o quarto do Ambrose, as mulheres envolvidas (Devi, Feila, Moula) destacam como tem que ficar unidas para sobreviver à Universidade; a maioria dos ensinamentos e “itens mágicos” que o Kvothe ganha vêm de mulheres. E muitos outros exemplos.
      Por isso que chamamos a atenção para esse aspecto do livro.
      Esse livro em especial foi difícil escolher as leituras! Sempre que possível nós colocamos trechos do livro, mas acho que ficaria mais interessante se houvesse outra pessoa para realizar essas leituras.
      Obrigado e aguarde o nosso cast de A Música do Silêncio!

  • JP

    Na teoria sobre a mãe do Kvothe, só faltou dizer sobre a música que o pai do Kvothe escreve pra ela, a música termina com o seguinte trecho

    Not tally a lot less

    Not tally a lot less = Netalia Lackless (nome da irmã da mulher do maer)

    sobre não ter muita gente pra conversar sobre o livro eu sei como é ruim :/, esse é o único livro que li e quase não encontro pessoas para conversar.

    • Bom acréscimo JP, agora, quanto a pessoas pra conversar, você descobriu a gente^^ e todos os outros que comentaram aqui e no nome do vento, sinta-se livre pra falar com todos nos comentários deste, e de todos os outros posts o/

  • Alexandre

    Poxa vida !
    Conheci o podcast/site hoje, e gostei demais. Continuem com esse excelente trabalho, já estou baixando todos os outros programas. Abraços!

  • Fernando Vieira

    o MAER VEZ ISSO PRA SE LIVRAR DO KVOTHE

    • Olá, Fernando! Poderia ser mais específico? Precisamos do contexto para entender a que vc está se referindo.
      Abs

  • Anderson Alves

    Somente a titulo de curiosidade, o autor deve ser um fã da série A Torre Negra pois somente neste livro ele faz 3 citações à série do King. Quando ele está indo em busca dos ladrões à mando do rei, é citado “o dia da pira”, “estrada do Eld “e o nome de um companheiro é “Marten”.

    • Verdade Anderson, não tínhamos pegado a referência! Apesar que “dia da pira” já havia sido mencionado como um dos dias da “onzena” no calendário maluco desse mundo.
      Pelo menos esse Marten não é maligno! Se fosse o Kvothe estaria lascado.

  • Aline Rocha

    Galera cheguei tarde pra discussão, mas só terminei de ler o segundo livro há pouco tempo, mas tenho que dizer que os podcasts de vocês são ótimos. Podiam tranquilamente ter deixado as quatro horas hahaha
    Então, sobre teorias, como só li os dois livros um vez cada (tô me programando pra reler), ainda não me sinto confortável pra debater, mesmo assim vamos lá. Me empolguei muito com a ideia de essa guerra ser entre os humanos e encantados, realmente acho que se o que desencandeou uma guerra foi a morte de algum rei pelas mãos do Kvothe, então que não seja apenas uma “discordia” entre dois territórios ou algo mais comum, e sim uma guerra que traga uma mudança para aquele mundo(sem desmerecer as tragédias que qualquer guerra acarreta).
    Outra teoria que eu li é sobre a cena do relâmpago, no acampamento dos bandidos. Então, aquele mercenário que fica rezando a Tehlu enquanto o Kvothe luta, quando ele começa a prece o líder do bando, que depois descobrimos ser do Chandriano, vira na direção deles “como se tivesse escutado algo”, então o Marten pede que Tehlu zele por ele em nome dos seus anjos e recita esses nomes, nesse momento o líder do bando olha para o céu como se procurasse algo e é então que o Kvothe faz a simpatia para atrair o relâmpago. A teoria que eu vi diz que o relâmpago foi mandado pelos anjos de Tehlu que foram invocados durante a reza e que o cara lá do Chandriano olha pra cima da mesma maneira que ele olhou quando tava esfregando a morte dos pais do Kvothe na cara dele quando ele era criança, logo antes de o Chandriano decidir que era hora de partir. Além disso, se não me engano, a Feluriana fala que os Amyr humanos não são os verdadeiros, o que dá pra teorizar que os Amyr verdadeiros são os anjos de Tehlu. Fica a dúvida quem são esses anjos? Serão encantados?
    Enfim, eu adorei essa teoria e esse detalhe de o Gris ter levantado a cabeça da mesma forma que fez anos atrás antes de desaparecer pra mim não está aí à toa, pelo menos esse detalhe acho que é uma pista pra algo.
    Adoro o trabalho de vocês!

    • Nós agradecemos pelo seu comentário, Aline! Nunca é tarde pra fazer parte da discussão.
      Esse lance do relâmpago conjurado pelo Kvothe é realmente controversa… está difícil chegar à uma conclusão.
      Sobre os Amyr humanos não serem os verdadeiros, acho que a Feluriana estava se referindo aos primeiros Amyr, assim como ela fala que os primeiros nomeadores são os verdadeiros tb… isso posse ser referentee à época onde o mundo dos homens e dos encantados era um só.
      Sobre os anjos de Tehlu… não sei. No primeiro livro tem um destaque para a história de Tehlu e o “Outro” e acho que isso não deve ser de graça, mas acho que não devem ser “anjos” como conhecemos, pode ser referência a outra coisa.
      Bem, é isso. Sinta-se a vontade para continuar comentando aqui com gente! Até mais.

      • Aline Rocha

        Realmente ao reler, o que dá a entender é que os primeiros Amyr são Selitos e seus amigos, da história que o Skarpi contou, mas aí entra em conflito com o que a Feluriana disse, porque na história eles aparentemente são humanos. A essa altura sei menos que Jon Snow hahaha Mas adoro teorizar.

  • Gustavo Bacelar

    Olá pessoal, haha esse livro dispensa comentários não é?

    Bom, eu queria compartilhar com vocês algumas teorias que pensei e pesquisei.

    1o – Concordo que bast pode ser filho de Kvothe com a Feluriana

    2o – Tenho certeza que o Kvothe é Lackless, por que?

    Lembra a música que o pai de Kvothe cantava e a mãe dele o obrigou a dormir em baixo da carroça? Pois bem, mais uma vez que a tradução nos falha. Reparem na letra em Ingles

    Dark Laurian, Arliden’s wife,
    Has a face like the blade of a knife
    Has a voice like a pricklebrown burr
    But can tally a sum like a moneylender.
    My sweet Tally cannot cook.
    But she keeps a tidy ledger-book
    For all her faults, I do confess
    It’s worth my life
    To make my wife
    Not tally a lot less …

    Repare o ultimo verso. “Not tally a lot less”, tem um som muito parecido com Natally Lackless, logo o nome da irmã que fugiu com os Edena Ruh. Essa música revelaria a identidade dela e por isso ela brigava com o pai dele. Fora tudo o que vocês comentaram.

    3o – O homem que robou a lua, na história que é contada quando estão buscando os bandidos era sem sorte, ou em inglês.. Luck Less, lackless e por ai vai. Ou seja, o Kvothe pode ter herdado a solução para abrir a caixa ou as portas de pedra.

    “Dos Lackless à entrada da porta
    Sete coisas há qual moura-torta…
    Uma, um anel não usado,
    Outra, espada renegada.
    Uma, um tempo a acertar,
    Outra, uma vela sem brilhar.
    Uma, um filho, o sangue carregando,
    Outra, uma porta, a inundação barrando.
    Uma, algo guardado sem abandono,
    E há então aquilo que vem com o sono.”

    Como um filho (homem?) o sangue carregando. Talvez essa seja a solução para abrir?

    4o – O Cronista é parente de Kvothe. Seu nome é Devan Lochees, Lochees? Lock less, lackless? Hum… quem sabe? Ainda mais quando o bast falou que ele seria muito melhor do que um inimigo.

    5o – Skarpi seria um Amyr? Reparem que todas as vezes que o Skarpi é mencionado, a história da uma guinada a favor do Kvothe. Primeiro, em Tarbean, quando Skarpi sabe o nome de Kvothe sem ter mencionado. La ele fala para não se preocupar pois ele tem amigos na igreja. E os Amyr não eram juntados com a Igreja? Os amyr não querem combater o chandriano? E sabendo disso, quem o Kvothe realmente é. Poderia estar ajudando ele a se tornar forte para combater o Chandriano? A segunda passagem de Skarpi é quando o Cronista fala que estava viajando com ele. Mais ou menos como se guiasse o Cronista a falar com Kvothe. E das duas vezes, ele fez com que Kvothe lembrar de quem realmente é.

    6o – Lorren seria um Amyr? Lorren falou que iria até Tarbean, poderia estar indo se encontrar com Skarpi, para ajuda-lo a sair de sua prisão. Isso também explicaria por que não foram achados livros sobre os Amyr no arquvo. Assim como a conversa que eles tiveram no nome do vento.

    7o – Haliax, quando voltou da 4a porta. A porta da morte. Voltou com o rosto oculto. Na página 164, de o nome do vento, no final do 3o capitulo, conta a historia de Thelu matando o último demônio, que também tem um rosto oculto. E se quando A mulher de Haliax chamou seu nome, depois que ele atravessou a 4a porta, ele não voltou possuído por esse demônio?

    8o – Sabe-se, de acordo com a historia, que o Sem Sorte prendeu parte do nome da lua em uma caixa. Pode ser a caixa da lady lackless. Sabe-se tambem que a lua transita entre o mundo dos Encantados e o mundo mortal. Lembra que o Elodin falou sobre a Denna, que ela pode não saber quem é. A lua vai e volta, sempre vai e volta, quem mais vai e volta? Denna, e se Denna não for a Lua personificada no mundo dos encantados? Na mitologia grega, a Deusa da Lua se chama Selene Diana. Diana é um dos nomes utilizados por Denna.

    Quantos encantados apareceram durante a história de Kvothe? Somente Feluriana. Quantos apareceram no Tempo presente? Bast, e todos aqueles Scrals. E se, o objetivo do chandriano for liberar o nome da lua, para que os dois mundos se unam. Por isso eles estão atras da Denna. Por isso eles não mataram ele quando criança, porque sabiam quem ele era, e sabiam que ele é o único que pode abrir a porta?

    Bom, preciso reler os livros para ter mais teorias, fora todas as outras que vocês apresentaram.

    Ótimo podcast, escutei ele algumas vezes ja para não perder nada.

    • Otavio Augusto

      Olá Gustavo. O Kvothe é Lackless sim. Pois no primeiro livro, a mãe do Kvothe diz que ela vivia em um palácio, e até que pai do Kvothe a conheceu e a levou dali. Já no segundo livro, durante o período que o protagonistas passa um período no palácio do Maer, Kvothe conhece uma Lackless, que o conta que a sua irmã foi sequestra por um Edna Ruh. Pode ser muita coincidência ? Pode, mas como se trata do Patrick Ruthfuss, nada é por acaso.

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  • Igor Nunes

    Vai rolar podcast da “A Árvore Relâmpago”? O conto sobre o bast?

    • Rodrigo Basso

      Um podcast inteiro pra ele eu não sei, mas vamos comentar sobre ele em algum programa futuro, provavelmente junto com outro conto ou numa leitura de emails.

  • Gustavo Bacelar

    Li o livro, ja comentei e ouvi o cast algumas vezes também.

    Eu sei.

  • Danilo

    Eu achei Ademre superficialmente interessante, no conjunto da obra pareceu uma mistura de filosofia de vida oriental com um sistema de governo “socialista” onde tudo funciona pra todo mundo e é lindo, maravilhoso e perfeito.

    – 80% ou mais do sálário dos mercenários vai pra escola dele (estado) que sempre foi provedora de tudo o que ele tinha/tem/terá
    – As águas termais e refeitório público de qualidade (desconheço disso no nosso mundinho real aqui rsrs)
    – As casas dos Ademrianos todas bem feitas e da melhor qualidade, não existe divisão social entre ricos e pobres, mendicância ou criminalidade (Ao contrário de Tarbean e das cidades “bárbaras”)
    – Liberdade sexual num tom bem hippie/poliamor e variantes (Quem não gostaria de ir pra um lugar onde um monte de loira atlética chega em você oferecendo sexo como quem oferece chiclete né? HAHHAHA)

    A dominação feminina até que foi interessante mas foi beeeeeem caido a parte que eles sequer saberem como uma criança é gerada (levando em conta que eles também são humanos e não um tipo de encantado). Como uma sociedade tão evoluída e civilizada como essa deixa passar uma coisa dessa?? Como tem liberdade sexual tão cabeça aberta mas quando o assunto é música vira tabu enorme e sem chance pra discussão? Esse tipo de inconsistência me tira do mundinho total, eu sei que é fantásia/ficção mas mesmo assim eu preferiria uma coisa mais plausível do que isso que foi mostrado.

    • Olá, Danilo! Sobre o tom socialista nem sei se tem na obra: não existe um Estado centralizador que controla tudo; é mais uma cidade-estado, mesmo porque é dito que existem outras escolas em outras comunidades admerianas e a coisa funciona meio que independente.

      Sobre o nascimento dos bebês, isso foi algo que nos incomodou por um bom tempo até pensarmos numa coisa: é uma sociedade altamente matriarcal, onde as mulheres dominar a maioria dos aspectos importantes daquela sociedade (como por exemplo a escola e o ensino de artes marciais), pregando que as mulheres são “seres mais evoluídos”. Você não acha que propagar a ideia de que precisa apenas da mulher para gerar uma nova vida algo que ajuda (e muito!) a manter esse sistema matriarcal? Não parece conveniente demais as mulheres ensinarem isso? Será que elas não sabem a verdade, mas preferem difundir essa “versão” dos fatos?

      Abraços e obrigado por ouvir!

    • Também achei meio caído, mas depois achei interessante pois trouxe defeitos a uma sociedade que parecia perfeita (ou muito perto disso) em alguns aspectos se mostraram mais evoluídos que as sociedade bárbaras, em outros não.

  • Isa Prospero

    Fala, Edu e Basso! Esse é oficialmente o maior cast que eu já ouvi, mas nem pareceu. Adorei as análises e a empolgação de vocês. Acabei de reler o livro, então estou bem empolgada também!
    A CENA COM A DEVI É TÃO FODA. Aliás, adoro como o Patrick povoa o universo dele com gente mais foda que o Kvothe (inclusive gostei muito da cena em que a Fela faz o anel com a pedra, na aula do Elodin – legal alguém além do Kvothe ter um momento de destaque).
    Sobre heroínas mulheres, exceto YAs e Mistborn, não consigo pensar em um livro que seja focado numa mulher mesmo (claro que tem diversas séries com personagens femininas importantes, mas que seja “a” protagonista, não me recordo). Mas concordo com vcs que as mulheres do Patrick são ótimas – assim como ele desenvolve todos os personagens secundários, elas são distintas e interessantes. E adooooro a cultura dos Adem. O worldbuilding do Patrick é sempre sensacional.
    E o modo como ele trata de violência contra mulheres é admirável – essa reprovação tão direta é difícil de encontrar (ainda mais porque na fantasia medievalista é fácil ver esse tipo de violência meio “justificada” pela “época”, ou só como ~parte do cenário~, e muitos leitores não veem problema nisso). Mas desde toda a construção da Denna (e aquela cena que ela tem com a garota, que o Kvothe ouve escondido, é incrível) até a reação dele quando vê as duas garotas raptadas, o Rothfuss realmente força a questão de não culpar as vítimas. É lindo.
    Sabe que achei que nem foi forçado o Maer não dar uma recompensa maior? Eu vi mais como um cara poderoso que não tá ligando muito para se alguém foi recompensado ~justamente ou não. Achei que o Kvothe até teve sorte de ganhar alguma coisa, porque não é como se ele pudesse forçar a mão do Alveron ou tivesse qualquer poder real ali. O cara podia só ter falado ‘Ah vc ofendeu minha esposa, foda-se, não vou te dar nada’.
    Gosto que, apesar de todo o crescimento que ele tem nesse livro, no final o Kvothe ainda manda aquela carta falsa pro Ambrose, kkkk. Só pra não perder o costume.
    NÃO TINHA REPARADO NISSO DA BENGALA E DA DANÇA SOBRE O BREDON. CHOCADA. (fiquei pensando mesmo como a gente não ganha nenhuma informação sobre ele no livro e vcs me veem com essa :O)
    E pra fechar, podemos falar sobre COMO O ELODIN É DEMAIS? O homem sabe Ademriano. Como???? Por que eu tô lendo uma trilogia sobre um carinha que mal consegue chamar o nome do vento quando eu podia estar lendo a história desse puto?????? porra rothfuss (eu também gostaria que o Kvothe contasse ao Elodin sobre o Chandriano – acho que se alguém acreditaria nele e saberia de algo que possa ajudar, é o Elodin)
    Enfim, agora é aguardar Doors of Stone. 🙁

    • Isa, vem cá me dá um abraço, Elodin melhor pessoa, precisamos de um livro dele, concordo contigo em tudo!!! As mulheres do Pat são d+ a Deena é minha crush(como diriam os jovens, na minha época era amor platônico) de livro até hoje, firme e forte(Edu aqui ^^) Basso ainda odeia ela, e isso é a melhor parte, personagem que inspira ódio e amor, e sim esse tapa na cara de muito babaca que culpa a vitima em casos de abuso que o Pat dá é muito bom, só quem abusa, força a barra e tudo mais, são personagens que a gnt tem repudio, e isso definitivamente é de propósito, e é muito bom, o autor trazer isso pr debates pq sim, seria anacrônico(sou historiador, adoro contextualizar o tempo Xp) problematizar isso na idade média da terra, mas estamos em outro mundo e esse assunto tem sim que ser debatido! Ainda bem que você gostou do cast, apesar de todo amor que temos por ele, como foi o primeiro só comigo e o Bassoloide, e ficou um episódio gigantesco(tinham 5 horas de gravação na verdade, basso fez um trampo lindo na edição) a gente sempre fica com aquele medo de ser cansativo ^^espero que continue conosco nessas jornadas, e, até o Doors of Stone

  • Patrick Lima

    Olaaa!
    Sou uma pessoa direta e vamos o trabalho;
    1 Teoria:Kvothe jura para Denna que não iria descobrir quem era seu mecenas (Pagin 481),porém eu ele estava procurando freneticamente pelo Chaendian (O “Sete deles”em Temico)é isso implica que provavelmente seu mecenas é o Gris pois para ele ter quebrado sua promessa ele teria que procurar seu mecenas,e procurando Gris (seu mecenas)ele quebrou sua promessa indiretamente
    2 Teoria: Ctaeh só diz a verdade é uma das sua citações (Pag.662)diz “Talvez esse tal de Gris tenha agido mal comigo um dia.Talvez me divirta pôr um filhotinho como você ladrando nos seus calcanhares”.Gris talvez tenha feito alguma coisa para com o Ctaeh é ele pos Kvothe para caça-lo.
    3 Teoria:Kvothe diz para Bast (Pag.468):Só por curiosidade o que você faria se alguma coisa retribuisse a batida?.Há alguma coisa ali dentro,mas também sem revelar muitos segredos ele diz “Mais de 180 quando está vazio,lembra da dificuldade que tivemos de trazê-lo escada acima?”Kvothe deve ter posto algo que tem peso lá mas ai vem a próxima teoria
    4 Teoria:Auri diz a Mestre Elodin (Pag.118) que se o seu nome estiver muito pesado (muito suspeito)o Kvothe deve-lhe dar um novo,Provavelmente o nome Kvothe(ou o seu nome profundos Maedre (anagram para Ademre)deve ter ficado pesado pelo peso de alguma coisa e ele guarda no seu baú ou uma sub-teoria minha que ficou pesado pelo peso de seu segredo sobro os Sete.
    5 Teoria:Não é bem uma teoria mas eu fiquei curioso quanto ao uso de cobre nos livros:A Porta das Quatro Chapas tem fechaduras de cobre,as portas de Elodin eram de cobre e os veios verdes da parede era de cobre,Feluriana fala que aquilo que barra o ataque dos encantados são “…o olmeiro o freixo as facas de cobre…”(Pag.653),na fechadura do baú de Kvothe e eu acho que também era usado nos escudos dos Ciridas pois Nina coloriu o desenho do escudo do Amyr de um “bronze metalico”(Pag.269)
    6 Teoria:Feluriana diz(Pag.651)que estava nos muros de Murella e comeu uma fruta,mas na história de Skarpi uma das sete cidades era Murella,e o Ctaeh diz que Haliax tinha 5 mil anos desde a maldição de Selitos,e Feluriana diz que isto foi antes da terra dos encantados e Feluriana seria uma Deusa que e é de antes da terra dos encantados pois a Guerra da Criação criou a terra dos encantados.

    Diálogo:A Saicere de tem mais de 5 mil anos pois a Aitas dela diz isso em uma passagem “Depois veio Finol…depois foi morta por Gremmens em Drossen Tor”Drossen Tor e a batalha mais acirrada entre Tariniel e o Império de Ergen que causou a criação de Haliax a 5 mil anos.Bast não é filho de Feluriana pois Kvothe diz ao Cronista:Esse e Bastas,filho de Riemme.Principe do Crepúsculo e dos Ter Mael.Que ao longo de 150 anos,etc.Os Ademrianos descendem de Myr Tariniel pois na história de Shehyn ela diz que eles eram o Ademre antes de se tornarem eles mesmos.Depois da Guerra da Criação havia então a terra dos encantados,Feluriana diz que houve então dois mundos,dois céus,dois conjuntos de estrelas,pois Iax ao roubar a lua causou o ponto de ruptura da paz e Ergen (Império Humano)se ergueu contra Myr Tariniel(os Encantados/Ademrianos)e assim foi criada a terra dos encantados.
    Está uma bagunça e talvez eu poste mais
    Xau

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  • Ótimo podcast, o maior que já ouvi, mas valeu a pena. Achei o Ademre super interessante, Lethani me parece uma filosofia oriental, algo próximo ao Bushido, e Ketan os Katas do Karate, incluindo seus diferentes caminhos (o meu por exemplo é o fluxo suave e forte). Ademrianos se mostraram um dos povos mais interessantes que já li em livros desse gênero, uma cultura muito rica e diferente. De início achei zuado eles não saberem como se gera uma criança, mas depois achei interessante, perfeição é algo chato, ver falhas no que parecia perfeito torna os ademrianos mais humanos em minha opinião, em muitos aspectos eles são mais evoluídos que os bárbaros, em outros não.

    Entendo que a Denna não seja só um par romântico, e que existe um grande mistério ao seu redor, e que ela ainda terá alguma grande participação, ainda sim é de longe a personagem mais entediante, provavelmente a única que eu não gosto.