Covil de Livros 42 – O Corvo




Bem-vindos, amigos, ao Covil de Livros! Acendam uma vela e se enrolem em seus cobertores, pois Basso, Edu, Cecilia e Igor se reúnem para desvendar os mistérios do sensacional poema de Edgar Allan Poe: O CORVO!

Neste programa: entendam porque a Cecilia é tão “zé-treta” hoje e porque seus alunos tem medo desse poema; descubram a paixão de Igor por “O Corvo”, apesar de achar a versão de Abu Fobia melhor que o original; qual tradução do poema é melhor? A feita por Machado de Assis ou a do Fernando Pessoa?

 

Agradecimentos aos convidados e convidamos tod@s a curtir:
drone saltitante

homoliteratus

 

 

 

 

Citados no programa:

 

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  • Conforme falamos na leitura de emails, aqui vai a teoria do Thiago sobre a Auri
    Quanto o Basso lê o diálogo de Kote e Aaron, Kote cita que contará “a verdade sobre a princisa Ariel”.
    “– Aquele sujeito não é apenas um escriba comum. É uma espécie de historiador e está aqui para escrever a verdadeira história da minha vida. Você perdeu o início, mas, se quiser, pode ficar para o restante.
    – Deu um sorriso descontraído.
    – Posso lhe contar histórias que ninguém jamais ouviu. Histórias que ninguém jamais tornará a ouvir. Histórias sobre Feluriana, sobre como aprendi a lutar com os ademrianos.
    A verdade sobre a Princesa Ariel.”

    Sabemos que está parte da história – além dos “plots principais” – é uma das pendências a serem abordados por Kote no terceiro dia.
    Mas quem é a princesa Ariel? Por acaso já a conhecemos? Vamos lá…

    Significado de Ariel:
    Significa “leão de Deus”, “leão do Senhor” ou “Fogo de Deus”.

    Ariel, na Bíblia um anjo da guarda.

    O anjo Ariel é conhecido por ajudar as pessoas a fazer agradecimentos à Deus, além de auxiliar na busca de objetos perdidos.

    Quem se aproxima destas descrições? Auri.
    Até “comicamente” o nome é quase um diminutivo, Auri(el); e, sabemos que os nomes podem mudar… seja isso bom, ou ruim.

    Outros pontos:
    É descrita como um “anjo” por Kvothe.
    – Passagens:
    “Auri estava sentada numa chaminé larga de tijolos, à minha espera. Usava o vestido que eu lhe dera e balançava indolentemente os pés descalços, contemplando as estrelas. Seu cabelo era tão fino e leve que formava uma auréo-la em torno de sua cabeça, balançando ao mais leve sussurro de brisa.”
    – “A bem da verdade, eu nem sabia seu verdadeiro nome. Auri era apenas como eu havia passado a chamá-la, mas, no fundo do coração, eu pensava nela como minha fadinha da lua.”

    Também tem a seguinte passagem:

    “Ela ficou séria.
    – Agora, feche os olhos e se curve, para eu poder lhe dar seu segundo presente.
    Intrigado, fechei os olhos e dobrei o tronco, perguntando-me se ela também teria feito um chapéu para mim.
    Senti suas mãos dos dois lados do meu rosto e então ela me deu um beijo minúsculo e delicado no meio da testa.
    Surpreso, abri os olhos. Mas ela já estava de pé, a vários passos de distância, com as mãos nervosamente presas nas costas. Não consegui pensar em nada para dizer.
    Auri deu um passo à frente.
    – Você é especial para mim – disse, com ar sério e o rosto grave.
    – Quero que saiba que sempre cuidarei de você.
    Estendeu a mão hesitante e enxugou minhas faces.”

    Descrita como se emitisse luz próprial
    “– Por que Auri? – perguntou ele.
    – Porque ela não tem mais ninguém. E eu tampouco. Se não olharmos um pelo outro, quem o fará?
    Ele balançou a cabeça.
    – Não. Por que você escolheu esse nome para ela?
    – Ah – exclamei, embaraçado.
    – Por ela ser tão luminosa e tão meiga. Não tem nenhuma razão para ser, mas é. Auri quer dizer ensolarada.
    – Em que língua? – perguntou ele.
    Hesitei.
    – Em siaru, acho.
    Elodin negou com a cabeça.
    – Ensolarada é leviriet em siaru.
    Tentei pensar em onde tinha ouvido a palavra. Teria tropeçado nela no Arquivo…?”

    Também é válido lembrar que consegue impor sua vontade ao mundo. ~como um leão~?

    Que Auri ajuda Kvothe, nós já sabemos… mas o que vemos ela fazendo nos Subterrâneos em A Música do Silêncio? Tendo “dias de achar” e encontrando coisas.

    • Gustavo Bacelar

      Ótimo podcast pessoal, gostei dos poemas.

      Obrigado por lerem meus comentários e compartilhar a opinião de vocês.
      Essa teoria da Auri é muito boa e me fez pensar mais algumas coisas e pesquisar mais.

      Vou escrever mais um comentário gigante com mais teorias. Preferem que eu comente aqui? No temor do sábio, por email, ou ate mesmo bater um papo no facebook?

    • Gustavo Bacelar

      Olá pessoal, curti o podcast, boa indicação.

      DESCULPA POR ESSE COMENTARIO GIGANTE!

      Gostaria de agradecer por terem lido meus comentários e pedir desculpa por esse próximo que vai ser grande também.

      Bom, novamente vou especular sobre o As crônicas do Matador de Rei depois de mais pesquisa (Fiquei muito viciado nessa história e com todos seus mistérios).

      O número 7 é bem citado durante todo o livro.

      – 7 é o número do Chandriano

      – 7 são as palavras para conquistar o coração de uma mulher (Nesse forum, as pessoas colocaram todas as frases de 7 palavras ditas no livro em ingês https://www.reddit.com/r/KingkillerChronicle/comments/2b4lrv/seven_words_instances_spoilers_all/ vale a pena dar uma olhada)

      – 7 é o número de anos que Tehlu ficou livrando o mundo dos demonios, menos ecanis (Nome do vento – Pag 161 – 6o paragrafo)

      – 7 foram as cidades devastadas pelo Chandriano

      – 7 foi a cidade que foi salva por tehlu depois de perseguir ecanis por 6 dias devastando 6 cidades (Nome do vento – Pag 161 – penultimo paragrafo) “É por isso que 7 é um número da sorte e é por isso que o celebramos no chaen.”

      – 7 São as coisas que lady lackless

      “Lady Lackless tem sete coisas não reveladas.

      Sob o vestido negro guardadas.

      Uma é o anel, não para enfeitar.

      Outra, uma palavra ardente, para não xingar.

      Bem junto a vela do marido, secreta.

      Fica numa porta sem maçaneta.

      Numa caixa que nem tampa ou chave tem.

      Ficam as pedras do marido também.

      Há um segredo nela guardado.

      Lackless não vem dormindo, mas sonhando.

      Numa estrela que não é para viajar.

      Agrada-lhe seu enigma enredar.”

      – 7 daquele outro trecho que mencionei no comentario do Temor do sabio

      Bom, o número 7 é muito presente em ambos os livros. Ao pesquisar sobre o número 7, olhe o que eu encontrei.

      “O número sete representa a totalidade, a perfeição, a consciência, a intuição, a espiritualidade e vontade. O sete simboliza também conclusão cíclica e renovação. Mas justamente por representar o fim de um ciclo e o começo de um novo, é um número que também traz a ansiedade pelo desconhecido.” (http://www.dicionariodesimbolos.com.br/numero-7/)

      Bom, vamos pensar em ciclos e totalidade.

      Vocês concordaram com a teoria de que o Chandriano poderia querer juntar o mundo normal e o dos encantados, e quem sabe pra talvez deixarem de ser nomeador e passar a ser criador. Juntando os dois mundos, totalidade?

      “Seu sorriso se desfez.

      – mas havia um moldador que era maior que os demais. para ele, a criação de uma estrela não bastava. ele estendeu sua vontade pelo mundo e a puxou de sua casa.

      Erguendo a pedra lisa para o céu, Feluriana fechou cuidadosamente um dos olhos. Inclinou a cabeça, como se tentasse encaixar a curva da pedra nos braços vazios da lua crescente acima de nós.

      – aquele foi o ponto de ruptura. os antigos conhecedores compreenderam que discurso algum jamais deteria os moldadores. – Deixou a mão cair novamente na água. – ele roubou a lua e com isso veio a guerra.

      – Quem foi? – perguntei.

      A boca de Feluriana curvou-se num sorrisinho e ela piou como um mocho:

      – quem-quem? quem-quem?

      – Ele era das cortes dos Encantados? – insisti, com gentileza.

      Feluriana balançou a cabeça, com ar divertido.

      – não. como eu disse, isso foi antes dos encantados. o primeiro e maior dos moldadores.

      – Como era o nome dele?

      – nada de nomes aqui. não falarei daquele, ainda que esteja trancado além das portas de pedra.” O Temor do Sábio, capítulo 102 – A Lua em Eterno Movimento

      Antes de escrever como eu acho que todo o laço se fecha, preciso tentar comprovar algumas teorias.

      1o – Heliax e Ecanis são a mesma pessoa. Vendo novamente a busca de tehlu ecanis passou por 7 cidades para destruilas, assim como o chandriano. Ambos tem o rosto oculto. Bom vou usar isso mais pra frente. Imagine que na época de Tehlu os dois mundos eram juntos, os demonios citados na historia, poderiam ser criaturas encantadas. O chandriano quer juntar os dois mundos para voltar com os demonios para terra e para se tornar um grande criador. Talvez virar um novo Deus, e por isso ajuda Denna a compor aquela música.

      2o – Ambrose ou seu pai estão matando todos na sucessão do reino. Inclusive é mencionado que o Arcanista do maer, que o estava envenenando, parecia estar seguindo uma fórmula. Depois em outro momento ele diz que viaja bastante, e estava visitando os Danzo. Ou seja, ele teria certa amizade com a familia de Ambrose e poderia estar envenenando o Maer com esse intuito.

      3o – O chandriano está na corte do maer, bisbilhotando a senhorita lackless des de muito tempo. Isso explicaria porque Brandon estar la. Eles viram que a mãe do Kvothe teria fugido com os Edenah Ruh e a perderam de vista devido sua constante movimentação. Quando o pai de Kvothe, em sua busca pelo chandriano pode ter mencionado o nome deles algumas vezes, fazendo com que fossem encontrados, esperaram Kvothe sair do acampamento para matar toda a familia sem que ele interferisse, se colocando na frente de alguém talvez.

      – Lorem é um Amyr. Lorem conheceu o pai de Kvothe. Lorem baniu kvothe do arquivo, a fim de evitar que ele se torne muito poderoso para abrir as portas de pedra? Ou talvez freiar a busca dele para com o Chandriano? Ou talvez o proprio Lorem seja um Chandriano assim como Skarpi e estao jogando com Kvothe.

      Vou especular

      Bom, em dado momento sabemos que Ambrose fará alguma coisa que ocasionará a expulsão de Kvothe. Bom, digamos que kvothe esta buscando conhecimentos que não pertencem a sua classe de Relar por exemplo, runas de sangue talvez? E é denunciado.

      Kvothe sendo expulso da universidade, pode acarretar na perda dos fundos do maer e outras complicações, que o levem a pobreza novamente. Ambrose pode fazer alguma coisa com o Anker, que talvez kvothe fique sem local para dormir.

      Em A Música do Silêncio, na última página(125) existe esse trecho:

      “Estava perfeito. Certo. Era um começo. Um dia ele precisaria de um lugar, e ei-lo ali, prontinho para recebê-lo. Um dia ele viria e Auri cuidaria dele. Um dia, seria ele a estar todo casca de ovo, oco, vazio na escuridão.”. Talvez, juntando com a teoria do Eduardo sobre Auri e do nosso amigo que deixou comentários da Auri. Digamos que o rei da república perde sua filha para o Chandriano, para fazer o ritual da lua e adquiri esses poderes místicos. Digamos que um amyr (Lorem? isso explicaria o soldadinho Amyr que ela tem), consegue salvar Auri e a leve para um lugar seguro, a Universidade e a matricula la como uma aluna. Auri fica louca e se esconde nos subterraneos, pois depois de compreender as coisas como ela são, além de seus professores prefere se afastar.

      Auri da seu presente a Kvothe, seu local seguro, sua cama. Ele estaria oco, talvez tenha perdido sua música? Kvothe passa muito tempo com Auri e ela acaba contando sua história, de que ela é filha do Rei. Enquanto isso Ambrose e seu pai estão matando todos os sucessores ao trono. Kvothe tenta fazer com que Auri ganhe seu lugar de direito na realeza ou deixa escapar essa informação. Com a filha do Rei viva, Ambrose e seu pai não podem se tornar reis. Auri é morta, o que da um ótimo motivo para Kvothe matar um rei não é mesmo?

      Kvothe desesperado, sem saber pra onde ir, volta para a corte do Maer, de alguma forma ele é manipulado por Brandon e descobre que é um lackless, e mais, descobre ser que pode abrir a caixa e as portas de pedra. Ao abrir a caixa o nome da Lua volta para seu lugar e o grande criador sai pelas portas de pedra.

      O chandriano faz um ritual com denna e os 2 mundos se unem.

      Nesse tempo todo, como o tempo passa mais rápido no mundo dos encantados(sala do templo de DBZ?), ja teve tempo para feluriana engravidar e ter um filho de kvothe e esse crescer ouvindo historias do pai de como ele foi um grande heroi. Bast menciona certa vez ter visto Denna, pode ter sido durante o ritual em que denna se tornava a Lua e fundia os dois mundos. É nesse momento que kvothe Mata um anjo? Essa seria a morte de Denna?

      Kvothe, vendo que o maer não vai fazer nada para vingar Auri, desolado por perder Denna e fundir os dois mundos, decide ele mesmo matar o Rei(pai de ambrose, ou ate mesmo o proprio ambrose. Sua espada se chama a matadora de poetas e ambrose recita poesias), com o gosto de ameixa na boca.

      Ao matar o pai de Ambrose, sua cabeça é posta a premio e ele tem que fugir.

      Angustiado por tudo que fez, ele se esconde, talvez no esconde. Talvez no lugar que Auri tenha reservado pra ele, por um tempo. Sabendo de todas as coisas que ele fez. Decide trancar seu próprio nome dentro de uma caixa lackless. Que seria a caixa que ele apresenta para bast. Com seu nome guardado, Kvothe vai esquecendo de quem ele é, e como prendeu seu nome, deixou de ser lackless e não consegue mais abrir a caixa.

      Kvothe pode ter conseguido alguma riqueza com o Maer para fugir. Abre uma pequena taberna em algum lugar perto de Vintas. A guerra deve ter começado por algum motivo estupido, dado o comentario que Kvothe fala ao aprendiz de ferreiro. “Se você soubesse como essa guerra começou”. Talvez as outras nações, inclusive Vintas tenham entrado em guerra contra a Republica pelo golpe que a familia de Ambrose possa ter dado. (O motivo da guerra eu não consigo pensar ainda).

      Bast o encontra e se demonstra um jovem muito talentoso e pede pelos ensinamentos de Kvothe. Ao ver que seu mestre(pai/ reshi?) perdeu sua essencia começa a disparar pistas a fim de achar alguem que o faça voltar ao normal. Mas ele esta oco. Não é mais o mesmo. Por isso quando ele tenta abrir a sua propria caixa em o temor do sabio, não consegue.

      Skarpi, sendo do Amyr, percebe tudo isso e incentiva o Cronista a achar Kvothe. Lembram que eu disse que ele era parente do Kvothe? Então, ele poderia abrir a caixa que tem o nome de Kvothe fazendo ele se recuperar.

      O chandriano ainda esta vivo, no momento que kvothe fala seus nomes Bast se assusta com medo deles o localizarem. Sendo assim é possível que kvothe possa tentar algo contra o chandriano. É possivel que um dos ciclos dessa historia tenha se fechado (Cilos número 7), e um cara sem sorte, que era apaixonado pela lua, olha só, esse não é o Kvothe?

      Quem sabe ele tente aprisionar parte do nome da lua novamente, a fim de recuperar Denna?

      Bom, acho que eu viagei MUITO na maionese agora, mas pode ser que muita coisa bata com a historia. Ainda fica o misterio da espada insensatez.

      Se leram ate aqui, muito obrigado e me desculpe hehe, mas esse livro me traz muitas dúvidas que não consigo ficar parado sem imaginar.

      Parabéns pelo ótimo trabalho.

      PS: Se o Patrick enviar o manuscrito das portas de pedra, eu vou querer hein? Haha e se tiver um espaço para esse podcast também eu ficaria feliz de participar.

      • Gustavo, lemos o seu comentário e estamos pensando ainda o que fazer com ele… ele é extenso, então possivelmente iremos apenas comentá-lo na leitura de emails.
        De qq forma, muito obrigado pelas teorias! E Vamos considerar o seu nome para um possivel cast sobre teorias do Patrick
        Abraços!

  • Ezequias Campos

    Só tem comentário sobre Sto. Patrick…

    Bom, vindo para mudar e deixar registrado: este é o meu episódio favorito do Covil de Livros!