Covil de Livros 49 – O Paraíso Perdido




Bem-vindos, amigos, ao Covil de Livros! E hoje Basso, Edu e Ezequias concluem a “quadrilogia” de Eduardo Spohr com a análise do livro O PARAÍSO PERDIDO! E finalmente encerram a saga iniciada no CL 03 com Batalha do Apocalipse de maneira épica!

Neste podcast: a aventura de RPG criada para o início do livro; veja como utilizar a “cantada do fim do mundo”; discuta como foi o encerramento da trilogia de Filhos do Éden; e palpite sobre o que o Spohr deverá escrever agora.

Citados no programa:

Quer falar com a gente? Então…

itunes logotwitter-logo-300x168Logo-Facebook-300x168Feedburner-logo-300x225

 

 

Ou mande um e-mail para COVILDELIVROS@COVILGEEK.COM.BR

  • Queridos amigos do Covil de Livros, adorei o papo e fiquei muito emocionado com a homenagem. Tenho alguns comentários, mas antes gostaria de dizer algumas palavras breves.
    .
    Em primeiro lugar, parabéns pelo podcast. Sério, não é um elogio genérico. O que eu realmente gosto neste programa é que vcs SEMPRE tratam os livros (TODOS os livros) com muito respeito. Não há problema algum em criticar, em não gostar, em não curtir, mas nada justifica a gente depreciar uma obra ou falar sobre ela em tom de deboche. Vocês são sempre lúcidos e moderados, cada um expondo uma visão diferente. O clima do programa é tão agradável que a gente se sente entre pessoas bacanas, que se reúnem pelo simples prazer de trocar ideias e não para fomentar polêmicas desnecessárias.
    .
    CONTINUEM ASSIM!
    .
    Eu escutei um de vcs dizendo que os comentários do blog continuam tímidos, que existe pouco retorno, mas não se preocupem com isso. Muitos de nós somos ouvintes silenciosos, que não comentamos sempre pq estamos de acordo com tudo o que vcs falaram. Portanto, faço um APELO: não parem e não desanimem. Saibam que muita gente curte vcs e que está sempre ligada no programa. Eu sou uma delas.
    .
    Sobre “Filhos do Éden: Paraíso Perdido”, gostaria de colocar alguns pontos.
    .
    Em relação à Parte I: O Crepúsculo dos Deuses. Bom, vcs sabem que sou um jogador de RPG e que os role-playing games sempre foram uma grande influência para mim. Mas, acreditem meus caros: o trecho que se passa em Asgard não teve NENHUMA inspiração em RPG. CALMA que eu explico. Para construir essa primeira parte, eu pesquisei a fundo o cânone da mitologia nórdica (os Eddas, principalmente), cuja narrativa (essa sim) serviu como base da maioria dos mundos de RPG. É irônico pensar como as referências originais vão sendo esquecidas ou vão se perdendo com o tempo, à medida que novas peças vão se tornando mais conhecidas. Hoje nós imediatamente associamos a luta com um dragão a uma aventura RPGística, enquanto tudo isso estava lá atrás, nos Eddas. Fiz, aliás, um trabalho bem exaustivo nesse sentido, e descobri como a Terra Média, por exemplo, é praticamente um simulacro dos universo dos antigos mitos nórdicos. Isso é um ELOGIO, ok TOLKIEN É PHODA!!!
    .
    Quanto à Parte II: Antes do Dilúvio. Legal vcs terem citado “Cavaleiros do Zodíaco”, mas, pô, se esqueceram do CONAN. Sou fã do Cimério e todo esse mundo antediluviano foi muito baseado no clima da era hiboriana.
    .
    Achei legal o Ezequias ter dito que curte esse lance de pegar fatos bíblicos e dar uma outra versão da história. Adoro fazer essas “brincadeiras” nos meus livros. Realmente não tinha a ver eu usar o episódio do Mar Vermelho, pois o Êxodo bíblico teria acontecido anos depois. Então usei a Arca da Aliança, um dos principais artefatos hebraicos. Mas como vcs não mencionaram esse trecho, fiquei curioso em saber se não pescaram a referência ou se apenas não curtiram mesmo…
    .
    Quando à Parte Três: Viagem ao Centro da Terra, temos aqui algo importante a comentar em relação à previsibilidade dos fatos. Quando vc escreve uma série, há duas opções:
    .
    ** Opção 1: Vc não planeja nada, vai fazendo alterações no roteiro, muda algumas coisas e surpreende as pessoas de verdade. Mas no final temos um Frankstein, ou seja, um desfecho que não faz absolutamente sentido nenhum. Um exemplo clássico de série que usou esse método foi “Lost”. Não é exatamente uma crítica, é mais uma observação. Há quem goste e eu respeito.
    .
    ** Opção 2: Vc planeja tudo desde o começo e solta pistas ao longo do caminho. Nesse caso, há o risco de algumas pessoas mais atentas descobrirem os mistérios, mas de qualquer maneira vai ser um final honesto. Eu chamo isso de jogar limpo, e é o meu estilo de trabalho.
    .
    Como se contorna isso? Os mistérios passam a ser não o que acontece, mas COMO acontece, isto é, os detalhes. Por exemplo, eu já esperava que os meus leitores fossem descobrir que o Ismael não trairia o grupo, o difícil era perceber que aquele não era Ismael, era Sirith. Outra: claro que era possível sacar que Kaira estava grávida e que derrotaria Metatron. O barato aqui é enxergar o erro crasso do Rei dos Homens, que enviou sua principal sentinela para junto de Gabriel com a intenção de espioná-lo, mas sem parar para pensar que Gabriel é o Anjo da Revelação. Como tal, ele profetizou a vitória de Kaira e a manteve viva (mesmo sabendo q ela era uma sentinela) para usá-la como arma secreta. Etc, etc, etc.
    .
    Antes de terminar, queria desabafar uma coisa. Quando escuto alguém dizendo que gostou mais de um livro meu e gostou menos de outro, acreditem: me sinto profundamente feliz. Parece loucura, mas não é. Como escritor, a minha diretriz número um é escrever livros DIFERENTES. Para muitas pessoas, ABdA é insuperável, outros preferem AdM, alguns acham que PP é o melhor, etc. O fato do Basso gostar mais de “Anjos da Morte” e o Du curtir mais “Paraíso Perdido” me deixa com a sensação de dever cumprido, o que é realmente gratificante.
    .
    Só porque vcs perguntaram, vou responder aqui: meu próximo projeto será a enciclopédia ilustrada da série FdE, q deve sair no natal 🙂
    .
    Finalmente e mais uma vez, me coloco à disposição de vcs para gravar outro programa, caso queiram. Agora q a série acabou, eu adoraria poder escutar críticas ao vivo e comentar qualquer coisa que vcs desejem como direito a spoilers. Mas sei como a agenda de vcs é corrida, sei que vcs têm um cronograma de gravação, então fiquem à vontade. Se um dia a ideia parecer interessante, é só entrar em contato que estarei 100% disponível.
    .
    Um abração,
    Eduardo

    • Ezequias Campos

      Eduardo, desculpa qualquer coisa, contratualmente eu sou o “velho chato ” da galera!

      Eu adoro esses cara do covil de livros e é sempre um grande prazer em bater aquele papo sobre aqueles livros que gostamos!

      Agora falando , claro a coisa da arca da aliança! Uma releitura está na pauta!

      Estamos ávidos esperando pelo o que você mais escrever, só peço perdão pela expectativa, que sempre cresce a cada livro seu. Lidar com a expectativa dos fãs deve ser complexo!

      • Du, quando falei que a maioria da galera não se liga nas influências nórdicas, não foi uma crítica ou muito menos uma indireta. Pô, eu mesmo, que sou RPGista de carteirinha, só fui descobrir essas coisas ao estudar os Eddas. E quer saber? Provavelmente os Eddas tb foram inspirados em alguma obra anterior…
        .
        Ezequias, não há o que se desculpar, imagina. ADOREI seus comentários. Eu tb sou o “véi” chato da minha galera hahahaha.
        .
        Se um dia rolar um programa de spoilers, tenta estar presente e traga as suas críticas sinceras. Acharia um barato discuti-las com vc 🙂

        • Ezequias Campos

          Cara, seria uma honra!

          Agora, RPG é mesmo a forma moderna de contarmos histórias ao redor de uma fogueira e deixarmos elas eternas. Quanta coisa que eu achava que era ali perto, na verdade é lá longe, bem mais longe!

        • Edu Sama

          Não achei que foi critica não, nem indireta HSUAUHSAuhashusa, só expliquei pq passou batido por mim HUSAHUSuhAHSUAUHsuhUHAS se fosse critica ou indireta, eu nem ia perceber mesmo XD sou lerdo pra essas coisas HUSAHUSUHASUHASUHSAUHuhSA

    • Edu Sama

      Bom, primeiro, esse comentário foi um presentão de aniversário pra mim(desculpa Bassonildo e Ezequias, roubei na cara dura u.u) que bom MESMO que você curtiu nosso trabalho, é muito bom ouvir elogios ^^ Quanto aos comentários:
      Realmente essa parte da mitologia Nórdica influencia muito o grande mestre Tolkien, que influenciou todo o RPG, e fica complicado separar tudo isso, alem do fato, claro de RPG ser vida XD e sempre vemos ele em tudo UHSAHUSHUAShu

      não sei pq não falamos da Arca da Aliança, mesmo, falar de um livro todo as vzs sai batido

      Sim, sou da teoria que não enganar o leitor dando pistas, mesmo que aspectos do final fiquem claros antes é o melhor caminho

      Sobre o “PS”

      vc não tem ideia de o quão difícil é eu e o Basso não gostarmos da mesma coisa, isso por si só é um feito, sempre gostamos da mesma coisa por motivos opostos UHSAHUSHUSAHUSHUA levando em conta que eu sou Caótico Bom e ele é Leal e Mau, é mais estranho ainda UHASHUSuhASUH

      valeu mesmo, pelo comentário, elogios e pelas aventuras, é claro! estamos aqui pros próximos livros!!!!

    • Rodrigo Basso

      Caro Eduardo, vc faz esses podcasters mt felizes com o seu comentário!

      Eu sou o que fica preocupado com o pessoal não comentando no podcast porque é difícil saber onde se está errando/acertando… então vc não imagina como ficamos contentes quando recebemos um feedback igual ao seu, principalmente do autor do livro em questão!

      Sobre os pontos que vc colocou, vamos à tréplica kkkkk:

      Como vc bem citou, as referências vão sendo reconstruídas e mudam de pessoa pra pessoa. Todos os participantes são ávidos RPGistas e sabendo que vc também é um, fazer o paralelo com o RPG foi mt forte e inevitável, ainda mais depois de escutar o NC 491.
      O mesmo se aplica ao CDZ, já que eu mesmo não conheço mt do Conan. Depois que vc falou eu consegui enxergar as influências da Era Hiboriana, principalmente na aventura solo da Ishtar com aquelas cidades mercantes e monstros.

      A Arca da Alinça passou direto por mim, só me toquei agora o que era!

      Sobre a terceira parte, que eu acho que fui o mais crítico, eu entendo e concordo bastante com o que vc escreveu. Eu prefiro perder a potência da revelação bombástica de como o(a) herói(na) vence do que ter um Deus Ex Machina. Ainda assim, mesmo não sabendo como poderia ser feito de maneira diferente, eu não gostei disso nesse livro. Mais um vez, em AdM eu achei a resolução de como Denyel mata o seu antigo chefe com a espada mt melhor. Talvez pq em AdM vc deu menos pistas, deixando menos óbvio… sinceramente não sei.

      Enfim, foi muito bom fechar essa quadrilogia e acompanhar como a escrita foi evoluindo desde ABdA. Os saltos de qualidade é notável! Pra mim, os dois último livros talvez tenham a mesma qualidade: os usos do flashback e o “confronto final” foram melhores em AdM, enquanto eu acho que a trama de PP é melhor estruturada, mostrando como cada jogador movimentava as peças no tabuleiro… mas acho por uma simples questão de gosto eu prefiro o AdM.

      Muito obrigado pelas participações e atenção que vc tem com o trabalho que fazemos, Spohr. Claro que vamos chamar vc para gravar novamente!

      E obrigado pelas horas e horas de leitura!

      • Contem comigo, Basso. Estou sempre disponível para vcs 🙂

        abraço forte,
        Eduardo