Covil de Livros 51 – A Lenda de Ruff Ghanor Vol. II: O Herdeiro do Leão

Bem-vindos, amigos, ao Covil de Livros! E hoje, nossos intrépidos heróis Basso, Edu e Ezequias (aka Véio Chato) se reúnem para discutir A Lenda de Ruff Ghanor: O Herdeiro do Leão. Esse é o 2º Volume da trilogia escrita por Leonel “Master-from-Hell” Caldela, lançado em dezembro/2015 pelo selo NerdBooks.

Nesse podcast: saiba porque esse livro é do Korin; discuta a relação de “espelho” criada entre Ruff e Áxia; veja como o Ezequias é desmentido logo no inicio do cast e observe a máscara do Edu caindo aos poucos…

ALERTA DE SPOILERS

Essa discussão começa em CL 41 – A Lenda de Ruff Ghanor

 

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  • Gustavo Bacelar

    Fala pessoal, parabens pelo podcast.

    Ainda vou ler a lenda de Ruff Ghanor, vocês falaram alguns aspectos interessantes. Parece que alguns personagens amadureceram nesse livro, parece que a historia se tornou mais interessante. hahaha

    Boa pessoal

    • Ezequias Campos

      Bem mais!
      Agora acho que estamos onde o autor queria chegar.

  • Gabriel Pime

    Olá, gostei bastante do cast!

    Vocês poderiam me dizer quais são as duas últimas músicas que tocam nesse episódio? Achei muito bem escolhidas, mas não consegui identificar de onde eu já tinha ouvido.

    Obrigado

    • Rodrigo Basso

      Olá, Gabriel, tudo bem? Vc diz a música que toca no último bloco do cast, quando vamos para o encerramento? Se for, é uma única música, que eu recortei/copiei/colei alguns pedaços pra compor o final. É “Demise Of Barbara, And The Return of Joe Ennio Morricone”
      Eu uso bastante das trilhas que ele compôs.
      Abraços!

  • Cara, estou louco pelas musicas desse cast hahahahah

    • Rodrigo Basso

      Que bom que gostou!

  • Paulo Henrique

    Cara, pra min foi extremamente sofrível conseguir terminar esse livro, pensei em dropar varias e varias vezes
    Algo que me incomodou pra caramba , e acabou não sendo explorado no podcast é a parte da floresta alta , velho ,Ruff Ghanor não encara nem um pouco as consequências dele ter deixado Áxia viva , a mina vai rouba a pedra dos elfos, e fode com a vida de uma civilização inteira , as crianças sofrendo pra caramba pela a morte da mãe , a galera ficou full crazy, canibalismo rolando solto por causa da falta dessa pedra , e todo o motivo por trás do rouba da pedra está ligado diretamente ao ruff, ou seja é quase que culpa dele ,e ele chega lá ” Ah me conta a historinha dos Ghanor me da a coroa e tamo junto” depois eu venho aqui faço uma cena orando pra depois falar que vcs não precisam de porra nenhuma de pedra ,Achei fraco.

    • Rodrigo Basso

      Olá, Paulo. Como vai?
      Eu achei esse livro melhor do que o anterior, apesar de algumas críticas que colocamos no cast. Faz tempo que gravamos, então não me lembro direito dessa parte, só que achei confuso. Talvez tenha sido por isso que não comentamos.

      Sobre ser sofrível a leitura, achei mais fluída dessa vez do que o primeiro livro, principalmente com a protagonismo sendo dividido com o Porin (era esse o nome dele?)

      E sobre ele deixar a Áxia viva, vc acha que seria mais plausível ele matar a mulher que ele ama? Mesmo depois de tudo o q ela fez, acharia difícil acreditar q ele faria isso. E as pessoas não sabem q ela está viva por causa dele, então não tem como eles atribuírem a culpa.

      Acho q é isso. Fica a pergunta: vai ler o livro 3?

      Abraços e obrigado por comentar!

      • Paulo Henrique

        Opa! tô ótimo cara graças a deus.

        Quando digo sofrível , não me refiro a forma com que o livro foi escrita, mas sim de algumas atitudes, que eu particularmente considerei bem mal abordadas durante o percorrer da aventura ou até fúteis , exemplo foi o da floresta alta .Concordo bastante com o que vcs falaram no podcast, Leonel escreve de uma forma muito gostosa de se ler , então reclamar disso seria até haterismo kkkkk

        Porin foi o nome que um de vcs apelidaram o Korin , no primeiro podcast, neste o porin se redimiu e voltou a ser digno kkkkk.

        Não,acho que ele deveria ter matado ela, mas principalmente na parte da Floresta alta, o que me incomodou foi a falta de dicotomia em ele observar a situação e sentir as consequências ver o impacto de algo que está ligado diretamente a ele .Acontece em outras partes do livro mas…whatever.

        Cara, vou ler sim, afinal já li os 2 primeiros.Consegui não dropar o segundo, então bora pro terceiro , que deve sair no final deste ano haha.

        Parabéns pelo trabalho, sou ouvinte a pouco tempo.Quais outros podcast relacionado a literatura fantástica vcs poderiam me recomendar ?

        • Mateus Folletto

          Não consigo responder ao comentário original.
          Também tenho esse problema com o personagem do Ruff e as consequências geradas pelos atos dele. Ruff é um Gary Stu, ele consegue fazer tudo só porque pode fazer e ponto, ele é bom demais. Nenhuma ação dele gera consequências que voltam pra morder a bunda dele mais na frente, ele pode tomar decisões que destroem a vida de milhares de pessoas, mas ele nunca será penalizado, só terá o ego mais amaciado e engrandecido. E tem a coisa do final do primeiro livro que me fez dar saudáveis gargalhadas: Toda aquela revelação saída de lugar nenhum, sem motivo nenhum, sem fazer nenhum sentido. Aparece um anjo, fala até de minotauros e vai embora.
          Eu ri bastante. Não sei se a intenção era ser cômico ou “épico”, mas ficou escrotaço. Claramente algo jogado ali pra criar sequel. Fiquei meio chateado, ainda mais porque o Caldela escreve muito bem, mas esse livro sob encomenda tem muitos defeitos, talvez solicitados pelas pessoas que encomendaram.

          • Rodrigo Basso

            POxa, Mateus, que pena que vc não gostou.
            Esses são os meus livros menos preferidos do Caldela, mas não acho eles tão horríveis assim.
            Existem algumas liberdades que se dá para personagens épicos, com poderes que podem fazer muito mais do que possamos acreditar e isso é um traço da literatura fantástica mais aventuresca. Ou vc aceita isso ou não, mas não acho que isso deva ser encarado como demérito.
            Sobre o final do primeiro livro, já é uma marca do Caldela de fazer uma grande revelação ou reviravolta no encerramento. Eu não entendi aonde está o motivo de gargalhadas em revelar que o Ruff seria o tal Devorador de Mundos no final. E desde o início está marcado que seria uma trilogia, então independente de como terminaria haveria um próximo livro. Já sabíamos disso antes de começar a ler o livro.
            Sobre o livro ser uma encomenda, não sei o quanto houve de liberdade para o Leonel criar (e nunca saberemos), mas o pessoal do JN já conheciam o Leonel, então acredito que eles sabiam do estilo dele. Enfim… uma pena q não curtiu. Mas fique tranquilo que logo logo teremos mais Leonel aqui no Covil abordando O Caçador de Apostolos!
            Abraços

          • Mateus Folletto

            A gargalhada esta no fato de várias informações irrelevantes surgirem do nada, jogadas na cara do leitor e do personagem. Ao longo do livro tu consegue perceber que ele seria a tal criatura sem a necessidade de um anjo surgir do nada e contar a vida do rapaz pra ele mesmo. E a própria coisa do anjo da anunciação vir e revelar o escolhido torna tudo ainda mais cômico, pelo simples fato de ser uma alegoria bíblica feita de maneira preguiçosa. E porque diabos um minotauro? Essa informação deslocada que não significa nada no contexto geral. Também seria mais interessante se o anjo usasse uma linguagem enigmática (como eles geralmente fazem em livros sagrados como o Torah, Bíblia e Alcorão), deixando com que Ruff e o leitor descobrissem o resto depois. Pode até manter a ideia do Minotauro.
            Uma parte que contrasta muito bem com os defeitos da revelação final são as partes do Prior. Tu consegue compreender que ele é o Hobgoblin do conto antes de isso ser confirmado, e a confirmação não tira nem um pouco a satisfação e a surpresa da história dele.

          • Edu Sama

            Então Mateus, ao meu ver tá, sim, o livro da dicas que o Ruff seria esse destruidor de mundo, ele absorve vida das coisas, transformando em pó e se curando mais de uma vez, mas isso fica claro pro leitor, pro Ruff, nem tanto, pq, ele não sabe oq o devorador de mundo faz, ele tem a habilidade natural de se curar, ele podia acharque tudo fazia parte da benção de São Arnaldo, e ai o outro ponto, vc ficou incomodado com o termo anjo? Mas tem são Arnaldo, e outros santos o livro todo, inclusive o são Arnaldo ser “são” ao invés de “santo” todo explicado ali tem uma pegada tão forte a esse referencia/brincadeira quanto o anjo, e o minotauro, bem, temos, elfos, anões, dragões, humanos, hobglbins, pq não minotauros? É uma raça(jogadora inclusive) de muitos cenários de RPG, e esse mundo do Ruff segue essa temática toda, inclusive brincando com os termos como santos ou anjos, tipo, se o anjo fosse um avatar, ou um elemental de luz perderia o fator cômico? Tipo, não to dizendo que vc não possa(ou deva) achar cômico, só to justificando a estranheza do Basso(e minha tbm) por achar

          • Mateus Folletto

            Não fiquei incomodado com o termo anjo, e sim com a ideia geral de um anjo fazer uma anunciação daquele modo, tão direto e sem contexto. O cara derrotou o Dragão e o anjo surge, mas ao invés de alimentar mistérios ele só destrói mistérios dando as respostas diretamente, sem nenhum floreio e vai embora, que nem uma mula. E a ideia de São Arnaldo, eu nem citei ela, porque eu gostei. Ela da um toque de naturalidade no cenário, poque pessoas simples fazem isso, criam santos e lendas com corruptelas dos nomes e termos. A parte do Prior também é bem natural, o cara que fez muita m*rda, se arrependeu e virou um líder rígido.

            E você não está entendendo meu ponto com o Minotauro: Ele não tem contexto algum.

            Nós como leitores teríamos a oportunidade de descobrir o passado do Ruff junto dele, lendo as sequências. Seria interessante e surpreendente descobrir o minotauro junto com o Ruff, só que o próprio livro nos deu um Spoiler. É como se em ASOIAF o Ned falasse “Na próxima vez que nos vermos vou te falar sobre tua mãe” e começassem a ir em direções opostas, só que 5 segundos depois ele mudasse de ideia, voltasse e gritasse na cara do Jon: “TU É FILHO DO RAEGHAR COM MINHA IRMÃ LYANNA!”, e vazasse correndo colina acima. Isso destruiria um mistério que é discutido até hoje nos livros (apesar de já ter sido confirmado na série), e essa destruição de mistério rolou ali com o minotauro e outras informações.

          • Edu Sama

            Então, basicamente, o passado do Ruf ficou irrelevante depois de descobrir que ele é o devorador, na verdade o próprio dragão não é nada, o anjo despejou isso pq simplesmente, daquele momento pra frente, nada disso importa, acho que você ta cruzando aquela linha de “é ruim pq não foi como eu queria” e não, “é ruim por problemas do livro” é ai que a critica e o debate se perdem, pq vira meio que debater fanfic saca? Se o Ned voltasse e falasse que a mãe dele é a garota da taverna mesmo, e que foi mal ai não poder te assumir, não teria problema algum pq seria irrelevante pro andar da carruagem, ja ele ser o herdeiro do trono não poderia ser irrelevante, agora, ser um minotauro, se vc reparar no primeiro livro a gnt nem lembra de falar que era um minotauro, pq a surpresa ta em ser devorador, e não passar uns meses com um monstro

          • Mateus Folletto

            Mas é aí que você se engana, o ato de revelar essa informação no caso do Snow e do Ned mudaria totalmente o andar da carruagem pra ambos e por consequência pra todo o resto das pessoas que entram em contato com eles durante suas histórias pessoais, ainda mais numa história como a de ASOIAF. O meu problema com esse minotauro jogado aí é que não vai ter mais mistério e não vai ter payoff algum essa parte quando, e se, for trabalhado isso. Talvez eu esteja cobrando seriedade e complexidade demais de um livro que talvez seja dirigido a um público infantil ou infanto-juvenil, mas mesmo assim, poderia ter sido melhor elaborado.

          • Edu Sama

            então como eu disso, no GoT, o passado do John é importante, no LRG o do Ruf não, ele não vai voltar a isso pq não importa pro caminho que o livro seguiu

        • Rodrigo Basso

          Não estava conseguindo responder aqui, deve ter tido algum erro.
          Bem, dos nossos podcast eu recomendaria os seguintes:
          Game of Thrones: CL 02, 06, 17, 37 e 39
          Cronica do Matador do Rei: 01, 19, 27, 50 e 58
          Livros do Eduardo Spohr: 03, 15, 26, 36 e 49.
          Sobre literatura fantástica, no geral, o CL 31 e 38.