Covil de Livros 61 – Clichês Literários




Bem-vindos, amigos, ao Covil de Livros!

Ladies and Gentlemen, orgulhosamente apresentamos Basso, Edu, Priscila e, por último mas  não menos importante, Cecília, pessoas de garbo e  elegância para falar sobre os “Clichês”  da literatura!

Está cansado daquelas cenas/diálogos/soluções-de-problemas/ideias que se repetem? Seus problemas acabaram, pois esse programa é sobre isso! Mas não é só isso: baixando este episódio você também leva inteiramente grátis uma amostra de um bom clichê!

Agradecemos nossas convidadas e, caso queriam saber mais sobre elas, visitem:

 

Quer falar com a gente? Então…

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Ou mande um e-mail para COVILDELIVROS@COVILGEEK.COM.BR

  • Gustavo Bacelar

    Não li o livro mas ouvi o Cast.

    Hahaha, eu escutei a leitura dos últimos comentários ok?

    Essa questão dos cliches é muito interessante e complicada.
    Estou me arriscando na escrita e vejo como é difícil de fugir desses cliches (a vingança, mocinhos, vilões, superação e todos esses que vocês comentaram), são pontos que fazem parte de nossa cultura. Experiências que temos são abstraidas e colocadas em forma de texto.

    Tudo o que fazemos é baseado em experiências anteriores, não existem histórias originais e com a facilidade de comunicar que temos hoje em dia, as idéias e experiências são trocados muito rapidamente.

    Como sempre, ótimo podcast.

    Assinado: Não li o livro mas ouvi o Cast.

    Ps: Vou comentar em todos os casts anteriores que eu ja li os livros também como: “Opa, ja li o livro e escutei o cast”

  • Rafael Roberto

    Fala Pessoal, no cast foi dito que queriam conhecer um herói sociopata, pois bem leiam a trilogia dos espinhos:
    https://www.amazon.com.br/Prince-Thorns-Trilogia-dos-Espinhos-ebook/dp/B0167129PE/ref=sr_1_2?ie=UTF8&qid=1471284893&sr=8-2&keywords=mark+lawrence

  • William Macêdo

    Parabéns pelo site. Esse é o segundo podcast que vejo aqui, conheci o site hj e gostei demais… Pra mim, um dos piores clichês é aquele que “a mocinha” se apaixona pelo vilão, e vice-versa, que no fim ele vira “bonzinho” pra ficar com ela kkkkk Esse é triste.

    • Bem-vindo, William!
      Sinta-se livre para comentar em todos os episódios que gostar (e aqueles que não gostar tb!).

      Sim, esse clichê é bem chatinho, o do vilão que se redime pelo amor…

      Abraços.

  • Ahá! Ouvi várias vezes esse episódio para tentar chegar à uma conclusão sobre a tendência dos clichês em todos os formatos possíveis. E não, não cheguei à conclusão nenhuma, afinal… “só sei que nada sei” – #clichê!

    Falando sério agora, ao ouvir a conversa me deparei com dois pensamentos. O primeiro foi sobre o Du dizer que “diz a lenda que todas as estórias já foram escritas”. Não vou me alongar nisso, mas isso sim é algo que deve ser considerado. Por outro lado, não é isso o que importa, certo? O que importa, de fato, é como essa estória está sendo escrita ou como a História está sendo feita. Nosso amigo Kvothe está aí pra nos mostrar isso pra todo mundo! O que me leva ao meu segundo pensamento… o Basso comentou em determinado momento algo como “se o herói sobrevive é um clichê, se ele morre é outro clichê”…. e aí é que está… isso me fez pensar na verdade o que é, em si, o clichê.

    Apesar de vermos o clichê como a solução do problema, percebo-o como desenrolar da problemática, que vai depender dos passos escolhidos pelos personagens e ações realizadas. Não é exatamente o fato de com quem quem fica, se alguém morre ou vive (não é como se houvesse outra opção além dessas duas), mas sim quais os fatores que o levam a isso mais o resultado final alcançado.
    Além disso, se o clichê falha nisso, a obra corre o risco de perder o valor, pois desafia a lógica.

    É por isso que clichê funciona. Clichê vende, clichê faz a gente enxergar muitas coisas – tanto em livros como na vida. Por fim, assim como a arte imita a vida e a vida imita a arte, clichês também nos ajudam a sobreviver na selva de pedra e descobrir coisas bem interessantes sobre nós mesmos. Não é que você vá invadir um aeroporto para encontrar alguém, mas é somente ali ao se despedir ou ao encontrar alguém que você conseguirá entender, de fato, como é estar em um aeroporto esperando ou vendo alguém partir. Parece óbvio? Eu diria que é clichê….

    • Olá, Domenica!

      Que bom que você ouviu um Covil de Livros e gostou dele. Fica o convite para ouvir os outros e comentar.

      Obrigado por ouvir.

  • Isa Prospero

    Fala, gente!
    Descobri o cast esses dias e estou gostando muito dos episódios. Esse me fez ir atrás de uma pergunta que eu me faço às vezes: qual a diferença (se é que existe) entre clichês e tropes? Achei essa definição: https://dragonscanbebeaten.wordpress.com/2011/06/13/the-difference-between-tropes-and-cliches/ Não acho tropes/clichês necessariamente ruins, se bem feitos. A Crônica do Matador do Rei, por ex., é basicamente uma trama de vingança que já vimos quinhentas vezes, o que não impede a série de ser incrível (por mérito do Rothfuss, que conseguiu criar personagens tão bons e uma narrativa tão verossímil que a história chega a parecer nova). Mas acho que algumas coisas saem de “moda” ou atingem um nível de saturação dentro de um gênero – tipo a narrativa do ~Escolhido~ na fantasia. Eu adoro a Roda do Tempo, por ex., mas se começasse uma série contemporânea com esse mesmo modelo, já desanimava.
    E pior ainda quando o clichê vem claramente de alguma coisa que fez muito sucesso (a gente vê os mesmos tipos de personagem sendo criadas em YAs desde Jogos Vorazes, pra não falar de tudo que surgiu depois de Crepúsculo…).
    Enfim, o cast foi super divertido. Virei ouvinte! 🙂

    • Olá, Isa!
      Não conhecia esse conceito de “tropes”, mas me parece que é como são chamados os “clichês ruins”… sinceramente não sei lhe dizer.

      Temos uma máxima aqui que é: os clichês existem por um motivo… eles funcionam! Pelo menos nas primeiras vezes que os vemos. Como vc disse, é a saturação deles que os faz insuportáveis. Mas eles tem um função importante de tornar as histórias mais familiares. É aquele típico filme “sessão da tarde” que depois de um tempo não conseguimos mais ver, mas que passado uns anos nós encontramos na TV por acaso e paramos pra assistir. Por que? Porque é algo que reconhecemos fácil e às vezes só queremos algo simples para curtir o momento.

      Elogiou Nosso Senhor e Profeta Patrick Rothfuss já tem nossa simpatia! Bem-vinda ao Covil e sinta-se livre para comentar nos outros episódios.

      Obrigado por ouvir.

      • Isa Prospero

        Ah, eu conheci o termo por causa desse site: http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/Tropes
        Ele lista todo tipo de clichê/estrutura narrativa/tipos de personagem recorrentes e dá exemplos em várias mídias. Dá pra perder várias horas aí…

        E já coloquei os casts sobre a Crônica na minha lista! 🙂

  • Camila Vieira

    Parabéns pelo cast! Gostei muito da discussão.
    Um clichê que me irrita profundamente, e que acontece com frequência em filmes, é aquele da garota que decide ir embora e o garoto vai atrás dela no aeroporto.

    É muito difícil (impossível?) ser completamente original e fugir de todos os clichês. Acho que um bom autor sabe pegar um tema batido e fazer um desenvolvimento interessante e empolgante. Dá para relevar os clichês se a história for boa.

    • Olá, Camila! Que bom que gostou do cast.
      Essa do aeroporto (ou estação de trem/ônibus/ponto-de-táxi…) é realmente complicada! Sem contar que hoje em dai, dependendo do lugar, se vc estiver correndo é capaz de ser soterrado por seguranças do aeroporto achando que é um atentado!

  • Marco Antonio de Oliveira Sant

    Como assim o cara não gosta de Death Note??? Tá maluco, cara??? Death Note é o melhor animê de todos os tempos!!!!!

    • Rodrigo Basso

      Olá, Marcos!

      Então, aqui no Covil não gostamos desse anime não…
      E meça suas palavras, parça: FMA é o MELHOR anime de TODOS OS TEMPOS! kkkkkkkk
      Abraços.

  • Marco Antonio de Oliveira Sant

    Como assim o `cara não gosta de Game of Thrones, a melhor série de todos os tempos!!! Tá maluco, cara???

    • Rodrigo Basso

      Pelo visto estamos malucos mesmo… kkkkk
      A série de TV tem seus altos e baixos, se bem que essa última temporada está em alta.
      Nos livros, há quem goste e quem não. Eu particularmente gosto da série, apesar da releitura não ter tanto impacto do que a primeira vez. Já o Edu pegou um certo nojo da história…
      Abraços e obrigado por comentar.

  • Isabela O.

    Uma coisa que me deixa muito p*ta: alguém ler um livro de 100, 200 anos atrás e dizer que achou cliché. Vejo muita gente fazendo isso com Agatha Christie, dizem que não gostaram dos livros por serem clichés, sendo que 90% das vezes foi a própria Agatha quem ‘criou’ ou popularizou esses clichés. As pessoas precisam aprender a se situar quando leem um livro, lembrarem da época em que ele foi escrito, do contexto histórico e social, antes de dizerem que um livro de 400 anos atrás é cliché.

    E eu, sinceramente, não vejo problemas em um livro ou filme ter clichés. Até por que não existe e nunca existiu alguma obra que não tenha algum cliché, até mesmo fugir do cliché já é um cliché rs. O problema é o mal uso do cliché, a forma como o autor coloca algum cliché na obra, a forma como o cliché é abordado ou usado. Tem obras que são 100% clichés do começo ao fim e essas eu acho intragáveis. Mas tem obras que tem somente um ou outro cliché, onde o cliché tem uma ‘necessidade’ de estar ali, sem ser esses tipos de livros onde tem cliché que o autor colocou sem saber usar (pois eu acho que usar clichés em livros ou filmes é uma coisa que tem de ser bem feita).

    Mas agora vou confessa algo: eu SEMPRE fujo de histórias de fantasia por não suportar os clichés que sempre são usados nelas e a tal famosa ‘Jornada do herói’.

    E a lista de clichés citadas foi bem grande, imagine se tivessem citado também os clichés do gênero de horror/terror, suspense/thriller/mistério e drama.

    • Então Isabela, como dissemos no cast, Se é clichê é pq funciona XD Mas é bem isso mesmo, pessoal se perde na critica fácil de falar que é clichê já que soa bem intectualóide falar isso, e gera poucos comentários, já que todas as histórias foram contadas, (se não me engano na Grécia) odeio quando reclamam de algo antigo ser clichê, mas, diferente de você eu(Edu aqui) amo os clichês de fantasia XD Valeu pelo comentário!