Covil de Livros 78 – O Perfume




Bem-vindos, amigos, ao Covil de Livros! E hoje teremos um programa mais intimista, somente com o boticário Basso e o alquimista Edu para desvendar a receita por detrás do livro O PERFUME, escrito pelo alemão Patrick Süskind e publicado em 1985.

 

Neste episódios nossos dois cheirosos podcasters tentam desvendar a psique do protagonista do romance: ele faz perfumes para poder matar ou mata para poder fazer os perfumes? Quais as semelhanças entre ele, a Petra da HQ Holly Avenger e o Sayler da série Heroes? E qual seria o cheiro do perfume que ele criou no final?

Continuamos nossa ENQUETE e queremos saber se vocês preferem um programa separado para a leitura de comentários ou se voltamos a colocá-la no final dos episódios. Opine!!!

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  • Camila Vieira

    Mais uma vez o Covil vem me lembrar de livros que li mil anos atrás!!
    Uma colega de faculdade me recomendou esse livro e não pude ficar mais grata. É um muito livro estranho e muito bom. Achei as descrições dos cheiros fantásticas!

    Me junto ao coro de pedir a algum psicólogo avalie o Grenouille. O personagem possui um dom e uma determinação sem limites em alcançar suas metas mas sem medir consequências.

    O fato das pessoas que conviveram com ele morrerem, traz um toque sobrenatural bem legal para o livro. Não tem como ser apenas coincidência!

    Fiquei feito doida pronunciando o nome do Grenouille junto com vocês kkkk Na época que li eu não sabia pronunciar mas estudei um pouco de francês e agora sai direitinho o/

    Gostei da adaptação para o cinema. Quando soube que iriam fazer fiquei com os dois pés atrás, pois é uma história bizarra e as descrições dos cheiros são difíceis de passar para a tela.
    Lembro de pessoas no cinema rindo no final, outras dizendo que iam pedir o dinheiro de volta =/
    Aliás, esse filme tem um dos posteres mais belos que já vi. O corpo da mulher se dissolvendo em pétalas é lindo e retrata bem o filme.

    • Rodrigo Basso

      E mais uma vez você nos surpreende com a vastidão de sua leitura! Eu fico impressionado, de verdade.
      Sobre os nomes, eu nem vou discutir. Aqui no Covil nós sempre erramos na pronuncia e somos criticados por isso, então deixa pra lá.
      Sobre o filme, infelizmente não deu tempo pro Du ver, então deixamos a discussão de lado, mas vale muito a pena assistir.
      Sobre o poster do filme, acho que dá pra saber minha opinião vendo a vitrine desse episódio…
      Abraços e obrigado por comentar!

  • Patricia Souza

    Equipe do Covil, que lindo vocês falando o “O Perfume”.
    Conheci o livro por causa do filme, e acabei adquirindo o livro em um sebo alguns meses depois.

    A adaptação foi muito bem feita… na verdade foi uma das mais fieis que eu já assisti. E concordo com o Basso, eu também não via maldade nos atos do Grenouille. Ele simplesmente era um homem com uma obsessão e ele simplesmente agia pelo instinto. Na verdade, acho que todo o livro se trata disso.

    O olfato é um dos nossos sentidos mais primitivos. Provavelmente aprendemos a sentir cheiros antes de aprender a enxergar. E quando se junta instinto ao egoísmo, que também é uma característica absurdamente humana, as pessoas chegam ao extremo.

    Da mesma forma que sendo guiados por nossos instintos desenvolvemos o que chamamos de Paixão. E a paixão nada mais é do que a necessidade de possuir aquilo que queremos, muitas vezes não pensando muito nas consequências disso.

    • Rodrigo Basso

      Sim, concordo na maioria das coisas que voce escreveu, Patricia. O livro trata de assuntos muito complicados de uma maneira bem equilibrada.
      Obrigado por comentar!

  • Carla Schmidt

    Como assim ninguém leu????? Esse livro é muito bom. Que legal vocês comentarem ele!

    • Rodrigo Basso

      Olá Carla! Então, tivemos muitas dificuldades em encontrar pessoas que leram esse livro! Que bom que estamos encontrando outros leitores desse livro com esse episódio!
      Obrigado por escutar e comentar.

  • Ezequias Campos

    A memória olfativa é algo interessante: um cheiro pode ser um gatilho para uma lembrança de algo em específico, de uma pessoa, de uma emoção.

    No meu caso, há um certo sabonete que tem cheiro de PS1 para mim. A memória olfativa é bem assim mesmo.

    Nisto este livro me vêm a cabeça com muitos detalhes, embora eu tenha lido ele há uns 15 anos atrás, acredito, ainda no segundo grau, me lembro quem me emprestou, o estado do livro (a capa estava arrancada) e de vários detalhes da trama e de seu fim verdadeiramente único.

    Ouvindo o cast agora e algumas observações:

    A trama do livro se passa um pouco antes da revolução francesa sendo que é narrado o destino de pelo menos um personagem que vive no momento pós revolução. Salvo engano o autor sempre narra as mortes dos personagens qual o protagonista interage, e lembro me bem desta ter um fim bem miserável.

    Sobre a personalidade do protagonista, acredito que ele não possui empatia com o ser humano, ele próprio não se identifica como um. Ele não gosta dos efeitos que os “super perfumes” causam. E, no final, não tendo mais o que fazer com a sua habilidade, tendo alcançado o pico, ele se mata de uma maneira bem única.

    O livro fala sobre hipocrisia na sociedade, acho que é o tema mais forte, mais do que os assassinatos, acho que o ato do protagonista matar uma virgem para, pegando a sua essência, fazer um perfume, tem a mesma carga emocional para ele do que arrancar uma flor ou uma erva no campo. Neste sentido acho que ele é bem um sociopata, ele finge, depois de seu “retiro” na caverna ser um humano normal, mas ele não o é.

    Me surpreendi de como lembro de pequenos detalhes dos personagens mesmo depois de muitos anos de ter lido esse livro, ele realmente deixa uma impressão duradoura.

    É uma excelente sugestão de leitura para quem nunca leu. Aqui acho que é mais um mérito do que um demérito que os livros não tenham o cheiro que passam. Porque esse teria cheiro de esgoto urbano, vísceras de peixe, e outros que provocam todo um espectro de sentimentos.

    • Rodrigo Basso

      Excelente análise do livro, Ezequias. O livro é “simples” no sentido de contar a história e abordar os temas de maneira bem objetiva. Acho que isso ajuda a gravar a história da cabeça.
      A personalidade do protagonista é bastante complicada e rende muita discussão. Que bom que várias pessoas estão nos escrevendo suas impressões.
      Obrigado por comentar!

  • Juliana Vermelho Martins

    Gostei muito do cast! Li o livro quando foi lançado, em 85, foi um sucesso mundial!!! Eu tinha 15 anos e lembro de ter ficado meio chocada, não entendi a metade, achei o final um lixo, coisa de adolescente, é claro!

    Hoje sou capaz de perceber as sutilezas que ele traz e elas são maravilhosas! Como é bom envelhecer! 😀

    Claro que minha memória não é tão boa assim e pude acompanhar o programa muito mais por conta de ter assistido ao filme recentemente. Concordo que a adaptação é um daqueles raros casos em que o leitor não ficará decepcionado. Ela é realmente muito boa.

    Vocês já comentaram muito bem, só apareci aqui mesmo pra dizer duas coisas:

    1 – O nome dele, em francês, significa “rã” ou “perereca”, o animal. O que mais dá pra pensar sabendo disso? 😉
    (A pronúncia seria mais ou menos assim: grenuiie, um ‘i’ comprido entre o ‘u’ e o ‘e’. Se puder fazer um ‘r’ na garganta, como os cariocas, melhor ainda!)

    2 – Eu não sou psicóloga, e também gostaria de ouvir a opinião de um profissional sobre esse personagem, mas ouvindo a conversa me deu a impressão de que vocês mesmos já acharam a resposta para a atitude do “Sapinho”. Fazendo aquele perfume, o diadema, ele conseguiu que, por um momento, todas as pessoas sentissem o que ele sentia, reagissem ao odor da mesma maneira visceral como ele reagia. Foi uma maneira de dizer: “Vocês entendem agora o que acontece comigo?”
    Depois disso, ele não tinha mesmo mais nada a fazer na vida, não é?

    Parabéns pelo cast!